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Caatinga, a floresta tropical seca nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e norte de Minas Gerais, o único bioma exclusivamente brasileiro. Quase metade de sua área original já foi...

Caatinga, a floresta tropical seca nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e norte de Minas Gerais, o único bioma exclusivamente brasileiro. Quase metade de sua área original já foi desmatada e as Unidades de Conservação guardam menos de 7,5% da cobertura original, sendo só 1% integralmente protegida. Com o risco de extinção de várias espécies endêmicas, tanto da flora como da fauna, a caatinga guarda 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios, 241 de peixes, 221 de abelhas. No Atlas das Caatingas, pesquisa conduzida pela Fundação Joaquim Nabuco e Universidade Federal de Campina Grande, cada uma das 14 Unidades de Conservação de Proteção Integral foi analisada isoladamente, com mapeamento florístico, fotografias, imagens de satélite e gráficos.

Saiba mais:
PDF “Atlas das Caatingas” - Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)-https://www.fundaj.gov.br/index.php/atlas-das-caatingas


 
 
É possível mudar o rumo! Precisamos sair desse estado crítico. Com a pandemia e as mudanças climáticas, ficou claro que o velho e inconsequente normal de exploração, degradação, poluição, consumo e desperdício não estava dando certo. Falta água para...

É possível mudar o rumo! Precisamos sair desse estado crítico. Com a pandemia e as mudanças climáticas, ficou claro que o velho e inconsequente normal de exploração, degradação, poluição, consumo e desperdício não estava dando certo. Falta água para 1 bilhão de pessoas, falta comida para 2 bilhões, abrimos o caminho para pandemias assustadoras e causamos a redução de 2/3 da população global de plantas e animais. É possível fazer e ser melhor que isso sim. Em artigo publicado na Nature, 60 cientistas e pesquisadores mostram que precisamos inverter a direção da perda de biodiversidade e promover um futuro com água, alimentos, meio ambiente e mais saúde para todos até 2050. Mas como fazemos isso? Começando em 2020, com ações locais integradas parte de um plano global para:  1. restaurar áreas degradadas e conservar áreas de proteção ambiental;2.  reduzir o desperdício de alimentos e de “coisas” que descartamos;3.  promover a agricultura local sustentável e ampliar os sistemas agroflorestais;4.  melhorar a dieta humana para que seja mais saudável e sustentável;5.  tornar o comércio internacional sustentável.

https://bit.ly/2H3vnsC

Saiba mais:

“Bending the curve of terrestrial biodiversity needs an integrated strategy” - Nature, set/2020: https://go.nature.com/33HvVMJ

“É possível inverter degradação da natureza até 2050, mostra estudo na Nature” - Serrapilheira: https://bit.ly/3mzc8aD“Since 1970, average wildlife population have declined by two thirds”- WWF: https://bit.ly/3iMOEwI

#Biodiversidade #bendingTheCurve #MudandoORumo #Ambiental #CriseAmbiental #Social

biodiversidade bending the curve mudando o rumo ambiental crise ambiental social
 
 
As plantas podem ser divididas em quatro grupos, mostrando o processo evolutivo dos vegetais na adaptação e conquista do ambiente:
- BRIÓFITAS: sem vasos condutores de seiva, essas plantinhas tem poucos centímetros de altura e geralmente se adaptam e...

As plantas podem ser divididas em quatro grupos, mostrando o processo evolutivo dos vegetais na adaptação e conquista do ambiente:

- BRIÓFITAS: sem vasos condutores de seiva, essas plantinhas tem poucos centímetros de altura e geralmente se adaptam e vivem melhor em locais úmidos, dependendo da água para reprodução (ex: musgos);

- PTERIDÓFITAS: já com vasos condutores de seiva, possuem caule e folhas, mas ainda não têm sementes, dependendo da água para reprodução (ex: samambaias, xaxins e avencas);

- GIMNOSPERMAS: são plantas com sementes nuas, ou seja, sem fruto. Têm vasos condutores de seiva, possuem raiz, caule, folhas e sementes, não dependendo da água para reprodução, (ex: araucária, pinheiros);

- ANGIOSPERMAS: maior grupo de vegetais, são plantas com raízes, caule, folhas, flores, pólen, sementes e frutos, não dependendo da água para reprodução. (ex: abacateiros).

https://bit.ly/3mrL90B

Saiba mais:

Sistemática Vegetal - USP: http://bit.ly/2YcCrGO

briófitas pteridófitas gimnospermas angiospermas
A fumaça e a fuligem geram nuvens secas durante o período seco e nuvens violentas durante a estação úmida. Explicou o professor Antonio Nobre: “As consequências das queimadas levam ao desenvolvimento de nuvens chamadas pirocúmulos. Na transição para...

A fumaça e a fuligem geram nuvens secas durante o período seco e  nuvens violentas durante a estação úmida. Explicou o professor Antonio Nobre: “As consequências das queimadas levam ao desenvolvimento de nuvens chamadas pirocúmulos. Na transição para a estação úmida, quando essas nuvens são levadas pelos rios voadores, o excesso de partículas da fumaça das queimadas geram um número excessivo de gotas, que começam a precipitar e reevaporam por serem muito pequenas. Como tem mais umidade disponível, elas continuam a engatar neste processo o que leva (por razões complexas) ao crescimento vertical da nuvem. Com muita acumulação de energia em nuvens que chegam até 18km de altura, tem gelo dentro e são violentas e destrutivas”.

https://bit.ly/2ZE13eC

Saiba mais:
“Como incêndios extremos criam suas próprias tempestades” - BBC: https://bbc.in/3hG2wYg
“Aerossóis atmosféricos e nuvens” - UFRJ: https://bit.ly/2E2U4UY
“O Futuro Climático da Amazônia | relatório de avaliação científica” - Antonio Donato Nobre: http://bit.ly/2BhGPKZ

#tempestadeDeFogo #nuvemLaranja #pirocúmulo #nuvensViolentas #nuvensAgressivas #fuligem #fumaça #desmatamento

 
 
As sombras das copas das árvores podem refrescar o calorão em até 8ºC. Além das copas peneirarem a força da luz, as folhas também refrescam o ambiente no processo de transpiração e ajudam diminuir a poluição do ar com a fotossíntese. Vamos amar as...

As sombras das copas das árvores podem refrescar o calorão em até 8ºC. Além das copas peneirarem a força da luz, as folhas também refrescam o ambiente no processo de transpiração e ajudam diminuir a poluição do ar com a fotossíntese.  Vamos amar as árvores e valorizar nossos povos da floresta. Desde o pleistoceno, temos indígenas no Brasil. Inclusive, na época caçadores e coletores, foram eles que ajudaram a moldar a vegetação, criando por onde passaram um grande pomar na floresta. Na Amazonia, por exemplo, eles promoveram mais de 85 espécies de árvores até hoje predominantes na região, como o cacau, o açaí, o pequiá, o tucumã, a pupunha, o buriti, a castanha do Pará, a mandioca, o abacaxi, o urucum e por aí vai. A inteligente engenharia florestal indígena ajudou a conservar nossas áreas verdes e, também, a garantir agrobiodiversidade. Só que o “homem que veio de fora da floresta” tem atropelado o povo originário. Arrogância e falsa ideia de superioridade são ferramentas da estupidez e, muito bem equipados dessas ferramentas, os invasores-exploradores desde Cabral tem sido impedidos mentalmente de ver e aprender com a floresta e seu povo. Vamos aprender com a cultura indígena e com quem sempre conviveu com a floresta em pé.

https://bit.ly/2ZDJ485

Saiba mais:

“Benefits of urban trees” - FAO/ONU: http://goo.gl/ohL9fV

“‘Indigenous people are the best park rangers” - The Guardian: http://bit.ly/2YKvOf5

“Urban Nature for Human Health and Well-Being” - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos: http://bit.ly/2WiGxwF

#sabedoriaIndígena #árvores #florestas #clima

 
 
Estamos cansados da pandemia… quem não está? O nosso problema é que o vírus está em alta circulação, infectando 27,7 mil novas pessoas por dia (média móvel). Precisamos nos cuidar. Em seis meses, 4,3 milhões de brasileiros foram diagnosticados com o...

Estamos cansados da pandemia… quem não está? O nosso problema é que o vírus está em alta circulação, infectando 27,7 mil novas pessoas por dia (média móvel). Precisamos nos cuidar. Em seis meses, 4,3 milhões de brasileiros foram diagnosticados com o corona, 130.000 morreram até agora. Pegaram a doença respirando ar com vírus, numa conversa sem máscara, num ambiente fechado, fora de casa. Levaram o vírus para casa.

Com a abertura das cidades e suspensão de grande parte das medidas de controle, agora é mais importante ainda que usemos máscaras, lavemos bem as mãos e troquemos de roupa ao chegar em casa.

Especialistas em epidemia alertam que as aglomerações no feriado de 7 de setembro podem provocar um salto no número de novos casos. Saberemos nos próximos dias.

Por isso, use máscara. Goste da sua máscara, ela te protege. Pesquisas mostram que podem reduzir o risco de infecção e, mesmo em caso de contágio, elas ainda reduzem a dose de vírus inalada (carga viral). Quanto menos vírus inalamos em uma situação de exposição, mais chance o sistema imunológico tem de combater a proliferação do vírus. Países em que a população aderiu amplamente ao uso de máscara tiveram taxas de gravidade de casos menores.

#UseMáscara #Covid19 #Luto130milmortes #130milmortes


 
 
A cultura de um povo guarda a identidade, o pertencimento, os laços com a terra e com a própria história. E como isso se aplica à agricultura e a alimentação? Qual a diferença entre “cultura agrária” e “negócio agrário”? Em uma belíssima entrevista,...

A cultura de um povo guarda a identidade, o pertencimento, os laços com a terra e com a própria história. E como isso se aplica à agricultura e a alimentação? Qual a diferença entre “cultura agrária” e “negócio agrário”? Em uma belíssima entrevista, Sebastião Pinheiro, engenheiro agrônomo, florestal e pesquisador de Resíduos de Agrotóxicos do Meio Ambiente e do Núcleo de Economia Alternativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explicou: “Agricultura é uma das palavras mais lindas que existe e não significa cultivo somente. Ela envolve uma cultura que tem valores e a natureza associadas a ela. A produção rural teria que ser baseada, em primeiro lugar, em educação, não em mercado”. Da nossa diversidade de alimentos construímos nossa cultura alimentar, elementar. Eis a beleza e riqueza das gastronomias do mundo inteiro. Ao estudar a "História da alimentação no Brasil” (Câmara Cascudo) e a “Formação da Culinária Brasileira” (Carlos Alberto Dória) mergulhamos também na história da nossa agricultura e identidade.

Saiba mais:
Livro: “História da alimentação no Brasil”, Luís da Câmara Cascudo: https://bit.ly/3bJxAF3
Vídeo: História da Alimentação no Brasil: “https://www.historiadaalimentacao.com.br/
Livro: "Formação da culinária brasileira”, Carlos Alberto Dória: https://bit.ly/2DLtT50
“Alimentação, sociedade e cultura: temas contemporâneos” - Scielo Elaine de Azevedo: https://bit.ly/3hk4Wvp
“Sebastião Pinheiro: ‘O agronegócio transformou-se em algo que não é mais agricultura”- Sul21, https://goo.gl/ZJPBbF


 
 

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) analisou dados da plataforma Modos (NASA) sobre o primeiro semestre de 2020 e conclui que mais de 70% das queimadas foram para manejo agropecuário e criação de pasto para gado. Segundo o relatório, metade dos focos de calor de janeiro a junho ocorreram em imóveis rurais de grande e médio porte. O Brasil tem cerca de 210 milhões de habitantes e o maior rebanho bovino do mundo, com 222 milhões de animais. Sim, tem mais cabeça de gado que de gente. Os impactos ambientais da pecuária são muitos: desmatamento, desgaste do solo, extinção de espécies, emissão de gases do efeito estufa, contaminação ambiental por resíduos da produção animal, contaminação de fontes naturais de água, desigualdades no campo, concentração de terra e por aí vai… O desafio “Setembro Sem Carne” é um chamado para que todos nós pensemos sobre os impactos socioambientais da pecuária no mês em que acontece os picos das queimadas no país. Também um convite para que todos analisemos   possibilidades mais éticas e sustentáveis de alimentação, uma dieta que não seja baseada em destruição, sofrimento e morte.

https://bit.ly/3k5NdcC

Saiba mais:
“71% das queimadas em imóveis rurais neste ano na Amazônia ocorreram para manejo agropecuário, diz IPAM”, G1, 04/08/2020: https://glo.bo/2DwA50v
“Rebanho bovino responde por 17% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil” - Observatório do Clima: https://bit.ly/3bIUtsj
“Impacto ambiental da pecuária” - Embrapa: https://bit.ly/3hg4nme

#SetembroSemCarne #ética #desmatamento  #queimadas


 
 

Indígenas, ambientalistas, ativistas estão lutando por medidas urgentes para controle do desmatamento. Pesquisas de opinião mostram que mais de 80% dos brasileiros concordam que preservar a Amazônia é essencial e a maioria acha preocupante o crescimento do desmatamento. O próprio Ministério Público Federal pediu afastamento de Salles por “desmontar a proteção ao meio ambiente”. Mesmo assim, a justiça ainda demora para responsabilizar o governo por sua catastrófica política antiambiental.  Não à toa, a reputação ambiental do país está muito ruim. Sem sinais de mudança, a pressão para o controle do desmatamento no Brasil já vem de fora: governos europeus, investidores estrangeiros, redes de supermercado, marcas responsáveis pressionam por mudança. Mesmo assim, as queimadas no país continuam nas manchetes semanais dos jornais no mundo todo. Estamos no segundo ano consecutivo de aceleração do desmatamento no país. A situação está fora do controle com incêndios florestais consumindo o Pantanal, a Chapada dos Guimarães, o Parque Indígena do Xingu… O que podemos fazer? Continuar pressionando por mudança no governo e apoiar quem está na linha de frente tentando combater o fogo e resgatando animais feridos.

https://bit.ly/3bCZbYm

PETIÇÕES
#TchauSalles: https://www.tchausalles.org/
Todos pela Amazonia: https://bit.ly/3bG31Ac
Pantanal está queimando: https://bit.ly/2R6zbLz

DOAÇÕES
Brigadas da Amazônia: https://linktr.ee/sosamazonia
Instituto Arara Azul:
https://bit.ly/3m6Xmbc
Pantanal Relief Fund:
https://bit.ly/3bIztBJ
SOS Amazonia: https://www.sosamazonia.fund/
SOS Pantanal: http://www.sospantanal.org.br/doacoes
Instituto Homem Pantaneiro: @ihp_pantanal_
Comitiva Esperança: https://bit.ly/337zhZ3


 
 
O mundo industrializado do século passado ainda depende de petróleo, mas está mudando, pouco a pouco. Isso porque além do petróleo ser um recurso finito, todos sabemos hoje que é altamente poluente. A espécie humana, que se gaba da racionalidade,...

O mundo industrializado do século passado ainda depende de petróleo, mas está mudando, pouco a pouco. Isso porque além do petróleo ser um recurso finito, todos sabemos hoje que é altamente poluente. A espécie humana, que se gaba da racionalidade, seria burra se seguisse cegamente nesse beco sem saída. Sabemos melhor. Já sabemos que uma economia baseada em petróleo é a fonte de todos os plásticos que viram ilhas de lixo nas cidades do mundo e até nos oceanos. Já sabemos que uma economia baseada em petróleo é responsável pela gigantesca emissão de gases do efeito estufa no planeta. Já sabemos que uma economia baseada em petróleo é responsável pelo aquecimento global. As agências de saúde sabem que funcionários de refinarias e pessoas em contato diário com derivados de petróleo desenvolvem problemas no sistema nervoso, no sangue e nos rins, podem apresentar tumores no fígado e leucemia. Já sabemos do imenso impacto ambiental que uma economia baseada no petróleo pode causar. Já sabemos que uma economia baseada em petróleo gera guerras. Essas são apenas algumas de suas consequências. O mundo já está pronto para um nova era da industrialização, que é defendida por economistas, governos e cientistas. O uso de energia limpa e uma transição gradual na matriz energética global é um fato e já está acontecendo. Indústrias estão se preparando, criando novos empregos. Novos negócios limpos e verdes estão surgindo todos os dias. Mudanças estruturais são difíceis, mas trazem sempre inovação e ar fresco. Que unamos nossa voz junto com milhões de jovens pelo mundo por um planeta mais sustentável. Pelo futuro da próxima geração, chega de petróleo.

https://bit.ly/31VHK2b


Fumaça, muita fumaça. É assim que está o Pantanal e a Amazônia em plena pandemia de Sars-CoV-2. Se a Covid-19 já causa síndromes respiratórias agudas, imagina com tanta fumaça no ar. Em agosto, só na Amazônia foram 24 mil focos de calor e no...

Fumaça, muita fumaça. É assim que está o Pantanal e a Amazônia em plena pandemia de Sars-CoV-2. Se a Covid-19 já causa síndromes respiratórias agudas, imagina com tanta fumaça no ar. Em agosto, só na Amazônia foram 24 mil focos de calor e no Pantanal, 4677 focos. O pior agosto da última década. Tanta fumaça e cinzas também afetam muito a saúde das pessoas, podendo agravar condições respiratórios como asma, bronquite, rinite, causar doença obstrutiva crônica pulmonar e insuficiência cardíaca. Bebês e idosos são os mais atingidos. No ano passado, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) e do Human Rights Watch estimou 2,2 mil internações hospitalares  atribuídas às queimadas.

https://bit.ly/3gNA6uL

Saiba mais:“Incêndios e desmatamento na Amazônia expõem mais de 4 milhões de pessoas a níveis elevados de poluição atmosférica” - O Globo, 26/08/2020: https://glo.bo/3lCwBuN

Algumas destas mesmas pessoas, são responsáveis pelo desmatamento e queimadas, tive a oportunidade de está presente na mata e ao pedir para o caboclo me atacou com o seu terçado, e só escapei por sorte. JC Brasil.

 
 

Luto. No Brasil, em cinco meses já acumulamos mais de 120 mil mortes e quase 3,9 milhões de casos de Covid-19. Ou seja, tem mais gente circulando com vírus na rua que em qualquer outro período desde março. Quando saímos de casa, estamos passando por situações de risco. É importante que o uso de máscara seja mantido por todos, por uma questão de cuidado pessoal, com as pessoas com quem temos contato e também para conseguirmos controlar a epidemia. Vamos fazer a nossa parte para ajudar a conter a disseminação desse vírus.


 
 
Na última década, uma plataforma americana gratuita tem ajudado a entender e calcular os serviços feitos pelas árvores nas cidades. O i-Tree foi desenvolvido por David Nowak, do Serviço Florestal dos Estados Unidos, com Scott Maco, do Davey...

Na última década, uma plataforma americana gratuita tem ajudado a entender e calcular os serviços feitos pelas árvores nas cidades. O i-Tree foi desenvolvido por David Nowak, do Serviço Florestal dos Estados Unidos, com Scott Maco, do Davey Institute, e traz ferramentas que ajudam a quantificar os valores dos serviços ecossistêmicos e benefícios das árvores urbanas e florestas comunitárias em vários eixos: mitigação da poluição, escoamento de águas pluviais, seqüestro e armazenamento de carbono e mais.

Saiba mais:

I-Tree: https://www.itreetools.org/tools

https://bit.ly/2Qsg7qP

 
 
A transição para práticas ecológicas de cultivo de alimentos também tem um impacto positivo no clima. Estudos mostram que podemos sequestrar mais de 100% da emissão atual de carbono com o uso de práticas agroflorestais para cultivar alimentos. É...

A transição para práticas ecológicas de cultivo de alimentos também tem um impacto positivo no clima. Estudos mostram que podemos sequestrar mais de 100% da emissão atual de carbono com o uso de práticas agroflorestais para cultivar alimentos. É possível e é necessário. A agricultura regenerativa, assim como outras vertentes baseadas na natureza para o cultivo de alimentos, compreende uma série de técnicas que reconstroem o solo e, no processo, potencializam o sequestro de carbono.

RESTAURAÇÃO DO SOLO:

- plantas de cobertura para retenção de umidade e para que o solo nunca fique exposto;

- compostagem natural;

- manejo ecológico de nutrientes;

REGENERAÇÃO DA VIDA COM SISTEMAS AGROFLORESTAIS ORGÂNICOS:

- diversidade de culturas para formar um sistema vigoroso e repleto de interações positivas;

- a associação de uma diversidade de espécies, incluindo árvores, é fundamental para o enriquecimento da estrutura do solo com sistemas radiculares profundos e a formação de uma rede saudável de fungos mcorrízicos que potencializam a fixação a longo prazo de carbono no sol;

- independência de insumos externos;

- inserção de animais imitando a natureza local;

- condições para a manutenção e vida da fauna do bioma.


Saiba mais:

Estudo científico: “Soil Carbon Sequestration Impacts on Global Climate Change and Food Security”, Science Mag: http://bit.ly/32hLrwz

Estudo científico: “Towards the real green revolution? Exploring the conceptual dimensions of a new ecological modernisation of agriculture that could ‘feed the world’” - Elsevier Science Direct: http://bit.ly/2phro30

“Regenerative agriculture: effective responses to climate change”, Activate The Future: http://bit.ly/2OOKZSG



Apesar de mais intensa na região Sul (em algumas cidades a temperatura chegou a -8ºC), dessa vez a massa polar teve efeitos no Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. Como uma massa de ar do pólo sul da Terra chegou até o Acre, Amazonas e Rondônia? As...

Apesar de mais intensa na região Sul (em algumas cidades a temperatura chegou a -8ºC), dessa vez a massa polar teve efeitos no Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. Como uma massa de ar do pólo sul da Terra chegou até o Acre, Amazonas e Rondônia? As correntes de jato (jetstream) formam uma espécie de barreira para as frentes frias que saem dos pólos em direção aos trópicos. Acontece que essas velhas trilhas de vento rápido conhecidas da aviação (já que aviões pegam carona com a velocidade dos ventos do jetstream) tem ficado mais fracas com o aquecimento global. Isso tem permitido que alguns braços de ar frio dos pólos avancem mais perto de áreas tropicais. No ano passado,  fenômeno meteorológico similar aconteceu nos EUA com a chegada do vórtice polar que deixou algumas cidades americanas com temperatura -40ºC.

https://bit.ly/3aZVI5R

Saiba mais:
“Ar polar chega a Manaus” - Climatempo, 21/08/2020: https://bit.ly/2Yrlmve
“The jet stream, explained” - National Geographic,https://on.natgeo.com/2CZ2EUm


Qual é o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale)? O fruto mesmo é a castanha, cuja amêndoa (que conhecemos como castanha-de-caju) está dentro. Comemos a amêndoa depois de um processo trabalhoso de torra da castanha, pois só assim conseguimos...

Qual é o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale)? O fruto mesmo é a castanha, cuja amêndoa (que conhecemos como castanha-de-caju) está dentro. Comemos a amêndoa depois de um processo trabalhoso de torra da castanha, pois só assim conseguimos remover a amêndoa de dentro da castanha. A amêndoa é rica em fibras, proteínas, minerais e vitaminas. Já aquela parte perfumada e deliciosa que chamamos de caju é o pedúnculo floral, um pseudofruto riquíssimo em vitamina C (bem mais que a laranja) e ferro. Às vezes, doce, às vezes, ácido, de cores variadas entre o amarelo, laranja, rosado e vermelho, o caju pode ser usado para sucos e bebidas fermentadas, para fazer caju-passa, hambúrguer vegetal e também para pratos salgados, como moquecas e cozidos. Seu bagaço é rico em vitaminas e aminoácidos e é usado como “carne de caju” em muitos pratos vegetarianos.

RECEITAS DA SUSAN GERBER-BARATA:

Caju-passa: http://bit.ly/32N2Eh1

Cajuína: http://bit.ly/2pnjghMBurguer de caju: https://bit.ly/2Ymw2vb

Caju e legumes com tempero nortista: https://bit.ly/3gr5OOt

Saiba mais:“Aproveitamento industrial do CAJU: da castanha ou processamento do pedúnculo para suco, néctar, cajuína, vinho, compota” - Embrapa: http://bit.ly/2pie6Dx


[9ª MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA] A mostra contemporânea vai até 20 de setembro e reúne 98 filmes de 24 países. No site www.ecofalante.org.br é possível acompanhar às sessões diárias com transmissão gratuita. Os filmes, muitos deles inéditos no...

[9ª MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA] A mostra contemporânea vai até 20 de setembro e reúne 98 filmes de 24 países. No site www.ecofalante.org.br é possível acompanhar às sessões diárias com transmissão gratuita. Os filmes, muitos deles inéditos no Brasil, estão organizados em torno das temáticas: ativismo, consumo, economia, emergência climática, povos/ lugares, tecnologia e trabalho. O festival Ecofalante é o maior evento sul-americano dedicado às questões socioambientais. O evento também promove uma competição de filmes de longa e curta-metragem da América Latina. Algumas obras só ficarão disponíveis por um dia. Confira a lista completa da programação diretamente no site ou no folder (https://bit.ly/3iXhsSG).




 
Na região metropolitana de Belo Horizonte, na divisa dos municípios de Raposos e Sabará, a FLEURS GLOBAL MINERAÇÃO já foi flagrada diversas vezes em ações criminosas na Serra do Taquaril, entre elas o desmatamento de mais de 20 hectares e intervenção...

Na região metropolitana de Belo Horizonte, na divisa dos municípios de Raposos e Sabará, a FLEURS GLOBAL MINERAÇÃO já foi flagrada diversas vezes em ações criminosas na Serra do Taquaril, entre elas o desmatamento de mais de 20 hectares e intervenção em área de APP. Em maio deste ano, em plena pandemia, a Fleurs foi pega pela polícia recebendo 20 caminhões com minério extraído ilegalmente. Em julho, a PF apontou suspeitas de usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Toda operação da mineradora acontece sem licença ambiental, com declaração de dados incorretos ou falsos. A mineradora acumula denúncias do Ministério Público, da PM, da PF na Operação Poeira Vermelha, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O Observatório de Leis Ambientais Lei. A acompanha o assunto de perto, com o histórico completo e cópias de boletins de ocorrência, autos de infração, mapas, vídeos, imagens do EIA RIMA apresentado em 2020. O que falta acontecer para a FLEURS ser impedida, lacrada e fechada?

https://bit.ly/3gadog2


Saiba mais:
“A mineradora da Serra do Curral que desafia até a Polícia Federal”- Lei.A, 11/08/2020: https://bit.ly/2Y7AihO
“Mineração Taquaril: o gigante prestes a devorar mais uma porção da Serra do Curral”- 14/08/2020: https://bit.ly/3kWpBsf


[CHAMADO PRÉ-CANDIDATURAS AMBIENTALISTAS] Temos que eleger mais ambientalistas nas câmaras de vereadores municipais de todo país. São os vereadores que vão discutir leis em cada cidade, para proteger o meio ambiente, as águas e os povos tradicionais....

[CHAMADO PRÉ-CANDIDATURAS  AMBIENTALISTAS] Temos que eleger mais ambientalistas nas câmaras de vereadores municipais de todo país. São os vereadores que vão discutir leis em cada cidade, para proteger o meio ambiente, as águas e os povos tradicionais. Abrimos uma postagem para construir, com leitores no Brasil todo, uma listagem de candidatos. Mande sua sugestão, especificando cidade, estado e “link” do candidato, que comprove ser uma candidatura ambiental, com programa específico e histórico condizente. Divulgaremos a listagem em 26 de setembro, separada por estado e cidade, para ajudar a todos a fazer uma escolha melhor em 2020.

ORIENTAÇÃO IMPORTANTE:
- Lembre-se de incluir além de “@” da pré-candidatura, a cidade, o estado, escrever se vai concorrer para prefeitura ou para Câmara Municipal e, também, de maneira importante para que possam avaliar as pautas ambientais da candidatura, site/página com histórico.  
- Confira se o nome da pré-candidatura ambientalista já foi sugerido e se sim, comente apenas como “resposta” a essa indicação para evitar repetição de comentários.


As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) são unidades de conservação de uso sustentável e são protegidas por lei para que seus recursos hídricos, fauna, flora, paisagem natural, povos tradicionais e cultura local sejam conservados, limitando a...

As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) são unidades de conservação de uso sustentável e são protegidas por lei para que seus recursos hídricos, fauna, flora, paisagem natural, povos tradicionais e cultura local sejam conservados, limitando a destruição e urbanização das áreas. Quaisquer ideias de empreendimento da especulação imobiliária e crescimento urbano desordenadas em APAs devem ser antes de tudo alinhadas com os planos de conservação dos processos naturais e biodiversidade locais, através da orientação e da adequação com suas características ambientais.

Saiba mais:

O que é uma APA? - O ECO: https://goo.gl/Dcx1To

 
 
O pesquisador e cientista Antonio Nobre, do INPE , aborda a relação da floresta e clima:
- A floresta transpira 20 trilhões de litros de água por dia: as árvores reciclam a água da chuva, bombeando pelas raízes a água infiltrada no solo para a...

O pesquisador e cientista Antonio Nobre, do INPE , aborda a relação da floresta e clima:
- A floresta transpira 20 trilhões de litros de água por dia: as árvores reciclam a água da chuva, bombeando pelas raízes a água infiltrada no solo para a atmosfera, o que mantém o ar úmido por mais de 3 mil km continente adentro;
- A floresta produz chuvas gentis e abundantes: a mágica condensação de todo esse vapor diário transpirado pela floresta acontece graças a poeira finíssima formada pelo aroma das plantas, que ajuda a formar nuvens;
- A floresta suga o ar úmido sobre o oceano, pois acima dela (graças à transpiração e condensação) produz um rebaixamento da pressão atmosférica;
- A floresta exporta rios aéreos de vapor que transportam chuvas para irrigar regiões distantes no verão hemisférico;
- A floresta impede eventos climáticos extremos: o rugoso dossel florestal formado pelas copas de todas as árvores juntas atenua a violência atmosférica, dosando, dissipando e distribuindo a energia dos ventos.

Saiba mais:
O Futuro Climático da Amazônia - Relatório de Avaliação Científica: Antonio Donato Nobre, INPE: https://bit.ly/2C16IPi  


 
 
Os corredores ecológicos ligam áreas naturais isoladas, como Unidades de Conservação, para possibilitar o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento de cobertura vegetal. Com o movimento da biota entre ecossistemas fragmentados, os...

Os corredores ecológicos ligam áreas naturais isoladas, como Unidades de Conservação, para possibilitar o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento de cobertura vegetal. Com o movimento da biota entre ecossistemas fragmentados, os corredores aumentam também o fluxo de genes. Dessa forma, são uma estratégia para amenizar os impactos humanos sobre o meio ambiente, além de possibilitar uma extensão maior para a circulação das espécies.

EM USO
Corredor Capivara-Confusões - conecta o Parque Nacional da Serra da Capivara ao Parque Nacional da Serra das Confusões;
Corredor Caatinga - conecta 8 unidades de conservação entre os estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe.

EM FASE DE PARCIAL IMPLEMENTAÇÃO OU ESTUDO:
Corredor Central da Amazônia;
Corredor Central da Mata Atlântica;
Corredor Norte da Amazônia;
Corredor Oeste da Amazônia;
Corredor Sul da Amazônia;
Corredor dos Ecótonos Sul-amazônicos;
Corredor da Serra do Mar.

Leia também:
“Corredores ecológicos” - Ministério do Meio Ambiente: https://bit.ly/2E1aeh6 


 
 
Algumas árvores tem troncos com cascas fibrosas. São fibras bem longas e resistentes. Popularmente, essas fibras são conhecidas como envira e usadas por comunidades tradicionais para fazer barbantes, cordas, amarrações e até confeccionar utensílios....

Algumas árvores tem troncos com cascas fibrosas. São fibras bem longas e resistentes. Popularmente, essas fibras são conhecidas como envira e usadas por comunidades tradicionais para fazer barbantes, cordas, amarrações e até confeccionar utensílios. Algumas espécies das famílias Annonaceae e Lecythidaceae são envireiras, como algumas graviolas, pinhas, tauarizeiros, sapucaias… Mario de Andrade, no livro Macunaíma, fala do dia que nosso herói disfarçado de francesa vai até a mansão de Venceslau Pietro em busca do muiraquitã. Venceslau, seduzido, apresenta um “cesto feito de embira e cheinho de pedras”.

O post de hoje é dedicado ao nosso querido consultor botânico Paolo Sartorelli, que lembrou da música “Nóis é Jeca mas é Jóia”, de Xangai, do caipira que tem “calça amarrada com embira”: http://bit.ly/2KEuHuu

Saiba mais:
Família Annonaceae: http://bit.ly/2ZM6xBC
Família Lecythidaceae: http://bit.ly/2Rxvo9u 


 
[PANTANAL EM CHAMAS] Fogo no Pantanal já consumiu mais de 20 mil hectares e ainda está fora de controle. É um aumento de mais de 530% em relação ao ano passado, com dados do INPE mostrando que esse foi o pior mês de julho histórico, com quase 1700...

[PANTANAL EM CHAMAS] Fogo no Pantanal já consumiu mais de 20 mil hectares e ainda está fora de controle. É um aumento de mais de 530% em relação ao ano passado, com dados do INPE mostrando que esse foi o pior mês de julho histórico, com quase 1700 focos de queimadas. A vegetação está extremamente seca, o que ajuda o fogo espalhar. A temperatura está alta também e não temos sinal de chuva há três meses. O rio Paraguai, que é o principal formador das áreas alagadas do Pantanal, também está com níveis muito baixos. Há risco que animais morram de sede. O que tem causado essa tragédia? Três fatores: (1) a falta de chuvas pelo desmatamento na Amazônia que interfere nos rios voadores; (2) La Niña, fenômeno climático que esfria os oceanos e também diminui o volume de chuvas ao redor do mundo; (3) queimadas criminosas no bioma. Os alertas de desmatamento quadruplicaram em um ano. Segundo especialistas, a agropecuária da região é a principal responsável pela expansão do desmatamento e grande parte do bioma ou virou pastagem para gado, ou área de monocultura de soja.

Saiba mais:

“Por que Pantanal vive ‘maior tragédia ambiental’ em décadas”, BBC, 05/05/2020: https://bbc.in/2PGS1Io

“Pantanal em chamas”, Fantástico, 09/08/2020: https://glo.bo/3ab62HI

“Fenômeno La Niña pode ocasionar uma das maiores estiagens dos últimos 30 anos no Pantanal em MT”, G1, 06/07/2020: https://glo.bo/2Cgbpc9





 
 
“O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região. A Biosfera representa o conjunto de todos seres vivos, de micróbios a baleias, que habitam a fina película...


“O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região. A Biosfera representa o conjunto de todos seres vivos, de micróbios a baleias, que habitam a fina película habitável que reveste o globo terrestre. O PIB da Biosfera representa a massa de gás carbônico (CO2) retirado da atmosfera por seres verdes, microrganismos, algas e plantas. O conforto climático que apreciamos na Terra, desconhecido em planetas vizinhos como Vênus e Marte, pode ser atribuído, em grande medida – além de muitas outras competências –, à colônia daqueles seres verdes que têm a capacidade de fazer fotossíntese. O gás carbônico (CO2) funciona como alimento para a planta, matéria-prima transformada pelo instrumental bioquímico com o uso de luz e água, em madeira, folhas, frutos, raízes*. De forma encadeada, quando as plantas consomem CO2, a concentração desse gás na atmosfera diminui. Com isso, num primeiro momento o planeta se esfria, o que faz as plantas crescerem menos, consumindo menos CO2. No momento seguinte, a acumulação de CO2 leva ao aquecimento do planeta, e assim sucessivamente, num ciclo oscilante de regulação. Desta forma, as plantas funcionam como um termostato, que responde às flutuações de temperatura através do ajuste da concentração do principal gás-estufa na atmosfera, depois do vapor d’água. Essa regulação fina da temperatura é a única explicação plausível para a Terra possuir água liquida na superfície, e também por havê-la tido por bilhões de anos” – Antonio Nobre

https://bit.ly/2XBTzYx

Maurício Angelo, do Observatório da Mineração, apontou que 50% das mortes de ativistas defensores do meio ambiente e direitos humanos no ano passado foram vítimas do setor de mineração. No ano passado, 212 pessoas foram executadas e 106 delas em...

Maurício Angelo, do Observatório da Mineração, apontou que 50% das mortes de ativistas defensores do meio ambiente e direitos humanos no ano passado foram vítimas do setor de mineração. No ano passado, 212 pessoas foram executadas e 106 delas em conflitos com mineradoras ou garimpeiros. Mais de 65% dos assassinatos foram na América Latina. No Brasil, foram 24 execuções; 10 deles de indígenas. Nos estados da Amazônia aconteceram 90% dos casos. Triste ranking, mas somos o terceiro país do mundo onde mais se mata ambientalistas. Ficamos atrás somente da Colômbia e das Filipinas. O estado com mais assassinatos foi o Pará (7), seguido do Amazonas (5) e Mato Grosso (2). Os outros estados tiveram uma morte cada: Amapá, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco e Rondônia. Em entrevista ao G1, Ben Leather, da Global Witness, falou da situação de extrema preocupação dos indígenas: “"No ano passado, os indígenas tiveram 100 vezes mais chance de serem assassinados do que qualquer outro defensor ou defensora da terra. Eles representaram 42% dos assassinados que nós documentamos no Brasil, mas apenas 0,4% da população”.

https://bit.ly/2Dzhz7A

Saiba mais:
“Relatório de ONG internacional aponta 24 assassinatos de ativistas no Brasil em 2019; 10 deles eram indígenas”, G1, 28/07/2020: https://glo.bo/2DrgFub
Observatório da Mineração -  Twitter: https://bit.ly/3ieVzh8
Youtube: https://youtu.be/Hm-f7j4fWNs


Área de anexosVisualizar o vídeo Mineração é responsável pelo maior número de assassinatos de ativistas ambientais no mundo do YouTubeMineração é responsável pelo maior número de assassinatos de ativistas ambientais no mundo


 
O fogo na Amazônia não tem causa natural como em outros biomas pode acontecer. O fogo na Amazônia é iniciado por humanos, com a intenção única de desmatar no período quando não chove, na seca. O bioma amazônico não evoluiu com o fogo, incêndios não...

O fogo na Amazônia não tem causa natural como em outros biomas pode acontecer. O fogo na Amazônia é iniciado por humanos, com a intenção única de desmatar no período quando não chove, na seca. O bioma amazônico não evoluiu com o fogo, incêndios não fazem parte da dinâmica ecossistêmica da região Norte. Áreas queimadas têm toda sua biodiversidade morta. Além desse prejuízo incalculável e de difícil recuperação, há outra triste consequência: o fogo escapa das áreas previstas, queimando além de árvores que possivelmente já teriam sido derrubadas na tal “limpeza do terreno” e avançam sem controle para áreas com floresta em pé. No Cerrado, na Mata Atlântica e nos Pampas, o agronegócio tem deixado áreas degradadas e improdutivas para trás. São 60 milhões de hectares de terras abandonadas e subutilizadas pelo próprio setor. É possível ser mais produtivo sem derrubar uma única árvore. É possível fazer diferente, é possível melhorar a produtividade em áreas já degradadas e salvar a floresta em pé. Não coma carne bovina que vem de desmatamento, a morte de milhares de espécies de plantas e bichos não vale o prazer passageiro do churrasco.

https://bit.ly/3gv5WgC
Saiba mais
“71% das queimadas em imóveis rurais neste ano na Amazônia ocorreram para manejo agropecuário, diz IPAM” - G1 04/08/2020: https://glo.bo/2DwA50v


Grandes poluidores conseguiram até agora carta branca para poluir e destruir sem serem responsabilizadas pelas consequências. Infiltrados nos governos no mundo todo, os interesses privados desses grandes grupos têm sido atendidos em detrimento do que...

Grandes poluidores conseguiram até agora carta branca para poluir e destruir sem serem responsabilizadas pelas consequências. Infiltrados nos governos no mundo todo, os interesses privados desses grandes grupos têm sido atendidos em detrimento do que realmente deve ser feito pelos governos: cuidar da sociedade e planejar o futuro. Os grandes poluidores literalmente “ocupam” ou “compram” os governos e nós, cidadãos, temos consentido com isso até agora. Quando são questionados por suas práticas insustentáveis e impacto, jogam a responsabilidade na população. “Estão preocupados com o mundo? Então façam a sua parte: comprem nossos novos produtos "verdes” e sintam-se bem". Sabem que a responsabilidade por tanta destruição é deles, mas ainda acham que podem fazer velhas estratégias de marketing para alívio público. Não dá mais, não engolimos mais, não aceitamos mais. Sabemos que as opções disfarçadas de embalagem “verde” oferecidas pela velha estrutura não são reais para a maioria da população que passa fome. Sabemos que não adianta eu cuidar do meu lixinho, quando o bairro todo não tem lixeira e muito menos coleta seletiva. Sabemos que não adianta eu construir uma fossa ecológica, quando todo bairro não tem coleta de esgoto e nem apoio do governo para construir uma fossa. O rio poluído é o rio de todos nós. Logo, mudanças pessoais podem fazer bem para a gente, mas estão longe de resolver um problema estrutural maior. Precisamos de ação coletiva e responsabilização dos grandes poluidores/governos pelo que fizeram e permitiram que tanto estrago fosse feito. É preciso um novo cenário institucional que atenda os problemas sociais globais atuais, as preocupações humanas universais. As grandes mudanças da sociedade que marcam evoluções sociais surgiram assim: quando muitas crises simultâneas colocam em xeque as rachaduras, defeitos e fragilidades da antiga estrutura que já não fica em pé.

https://bit.ly/39U8dPU

Saiba mais:
Petição global: Make Big Polluters Pay: https://makebigpolluterspay.org/
“Neoliberalism has conned us into fighting climate change as individuals” - The Guardian 17/07/2020: https://bit.ly/3fqwH4j


Enquanto o mundo está de olho no desmatamento do Brasil, o setor automobilístico passa por profundos questionamentos e inevitável transformação e todos os países passam pela mais grave pandemia do século, Crivella-Witzel-Bolsonaro querem derrubar...

Enquanto o mundo está de olho no desmatamento do Brasil, o setor automobilístico passa por profundos questionamentos e inevitável transformação e todos os países passam pela mais grave pandemia do século, Crivella-Witzel-Bolsonaro querem derrubar 200.000 árvores e acabar com a Floresta Camboatá no Rio para construir um autódromo de Fórmula 1.  A FLORESTA DO CAMBOATÁ é uma área preservada e refúgio de animais silvestres entre três áreas montanhosas da cidade: os maciços da Tijuca, da Pedra Branca e do Gericinó. Em área plana, é o último trecho que resta de Mata Atlântica de grande porte. Abriga 20 animais em extinção como os saíras-sapucaia, os jacarés-de-papo-amarelo e é importante para a drenagem da água da zona oeste. O movimento de proteção da Floresta do Camboatá diz não ser contra o autódromo, mas ser contra o lugar que escolheram para projetá-lo já que tal empreendimento pode ser feito numa região vizinha, sem causar tamanho desastre ambiental. De toda forma, o questionamento também pode ser: é a prioridade para a população do Rio destruir uma área verde e torrar R$ 700 milhões agora? Ora, no Rio o colapso é universal: falta água para a população, não tem coleta de esgoto nem de lixo para todos na cidade, os rios estão poluídos, a Baía da Guanabara até hoje recebe esgoto puro, falta recursos para saúde, para educação, para segurança pública, para o transporte urbano. A construção de um autódromo não é uma necessidade urgente nem na cidade maravilhosa, muito menos no Brasil que atravessa tamanha crise ambiental, econômica, social e política.
https://bit.ly/3fmapRg

Saiba mais:“O refúgio de pássaros no Rio que o governo quer transformar em autódromo” - BBC, 31/07/2020: https://bbc.in/30ib6XKMovimento SOS Floresta do Camboatá - http://florestadocamboata.blogspot.com/“SOS Floresta do Camboatá: construção de autódromo pode levar a desastre ambiental” - O Globo, 18/07/2020: https://glo.bo/2D75lmL






Os filamentos de um fungo (hifas) se juntam às raízes de plantas e árvores formando uma relação ganha-ganha chamada micorrizas: a planta/árvore aumenta seu crescimento e fica mais nutrida e vigorosa porque consegue absorver nutrientes menos solúveis...

Os filamentos de um fungo (hifas) se juntam às raízes de plantas e árvores formando uma relação ganha-ganha chamada micorrizas: a planta/árvore aumenta seu crescimento e fica mais nutrida e vigorosa porque consegue absorver nutrientes menos solúveis como o fósforo, o zinco e o cobre; o fungo, por sua vez, recebe carboidratos das árvores, uma vez que não tem clorofila e não consegue fazer essa sintetização sozinho. Devido ao desmatamento e ao uso de fungicidas, a micorrização tem sido inibida em vários lugares. Isso tem tornado necessária a reintrodução de fungos micorrízicos para garantir a sustentabilidade do solo. A micorrização é usada para produção de mudas de plantas como o café, citros, mamão, maracujá, pimenta-do-reino e outras.
https://bit.ly/3eXrnVS

Saiba mais:Fungos Micorrízicos - USP e-disciplinas: https://bit.ly/3f2nezT
#micorrizas #InteraçãoSimbiótica  #simbiose #internetdefungos #ganhaGanha #mutualistica


 
 
Pode soprar para fazer um pedido e pode comer porque é nutritivo e tem propriedades medicinais! O dente-de-leão foi destaque na página PANC’s e aprendemos que suas folhas contêm proteínas, cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, vitaminas A, B,...

Pode soprar para fazer um pedido e pode comer porque é nutritivo e tem propriedades medicinais! O dente-de-leão foi destaque na página PANC’s e aprendemos que suas folhas contêm proteínas, cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, vitaminas A, B, C… e que suas raízes são usadas para fazer um substituto orgânico de café! <3
https://bit.ly/3jyQ26W

Saiba mais:Pancmania Dente-de-Leão: https://goo.gl/5s5ZSH“Suco de dente-de-leão tem ação desintoxicante e diurética”, G1, 13/03/2020: https://glo.bo/3jtKYAp
#PANC #dentedeleao #dandelionwishes

Como recuperar áreas onde diversas espécies de plantas e animais, além de toda microvida do solo, foram queimados e mortos? Restaurar uma floresta não é rápido. A floresta amazônica abriga cerca de 30 mil espécies de plantas. Para recuperar certa...


Como recuperar áreas onde diversas espécies de plantas e animais, além de toda microvida do solo, foram queimados e mortos? Restaurar uma floresta não é rápido. A floresta amazônica abriga cerca de 30 mil espécies de plantas. Para recuperar certa diversidade da flora, são precisos mais 50 anos e ainda será uma floresta secundária, com vegetação mais fina e mais tenra. Plantas jovens não substituem árvores seculares. Para se obter novamente uma diversidade de animais, estima-se levar mais de 150 anos. Acontece que o desmatamento já vem causando extinção de várias espécies. Hoje, são mais de 250 espécies ameaçadas na fauna silvestre. Em florestas fragmentadas e na ausência de mata primária nativa perto de área a ser recuperada, a dificuldade é ainda maior, pois também se exclui a possibilidade de comunicação entre espécies e disseminação natural de sementes nativas.

Você sabia?
No Brasil, o reflorestamento da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi oficialmente iniciado há 159 anos por ordens de D. Pedro II. O grande motivo para iniciar o reflorestamento foi a grave falta de água doce e a necessidade de recuperar o Rio Carioca. O país hoje enfrenta crise de abastecimento em centenas de municípios com vegetação nativa desmatada, mananciais devastados. Vamos ficar atentos agora e valorizar as florestas que recebemos dos nossos antepassados. A pergunta que fica é o que deixaremos para as próximas gerações: uma floresta em recuperação ou um deserto inóspito com cidades sem água?

https://bit.ly/32FAEQ3


 
 
As árvores de uma floresta estão distribuídas em faixas de altura, ou estratos, indo da vegetação ao alcance dos olhos até as árvores mais altas, que se destacam acima do dossel mais uniforme da floresta. No estrato superior estão árvores adultas,...

As árvores de uma floresta estão distribuídas em faixas de altura, ou estratos, indo da vegetação ao alcance dos olhos até as árvores mais altas, que se destacam acima do dossel mais uniforme da floresta. No estrato superior estão árvores adultas, que recebem toda a luz do sol. As árvores no interior da mata, no sub-bosque e camada arbustiva, gostam e precisam da sombra do dossel.
https://bit.ly/3j9nmAV

Saiba mais:“Sementes Florestais: guia para germinação de 100 espécies nativas das florestas”: goo.gl/akbxNg
#estratosDaFloresta #floresta


 

[INTERFERÊNCIA NO INPE] Desde o ano passado, quando o INPE divulgou os dados catastróficos da aceleração do desmatamento em relação a 2018, o governo tem interferido na estrutura do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Para começar, Bolsonaro e Ricardo Salles mandaram o então diretor Ricardo Galvão, membro do Conselho da Sociedade Européia da Física, embora do INPE. Foi uma atitude descabida com repercussão internacional.  Um ano depois, a história se repete. Essa semana, a cientista Lúbia Vinhas (coordenadora que ficou responsável pelos dados do desmatamento), foi mandada embora após divulgar que a destruição da floresta anda pior que no ano passado, com uma aceleração de 10%. No começo da semana, após a exoneração da colega, técnicos do INPE trouxeram para conhecimento público a existência de uma “estrutura paralela” sendo construída nesse período e que o governo pode “paralisar a instituição e inviabilizar o INPE”. Explicam que desde a demissão de Galvão, essa estrutura paralela (ainda sem regulação administrativa, ou seja, ainda extraoficial) tenta “a verticalização e unificação de comando aos moldes das estruturas militares, claramente na contramão das tendências atuais de pesquisas em redes colaborativas, com liberdade acadêmica e autonomia científica”, afirmam. O INPE é vinculado ao ministério da Ciência e Tecnologia, onde está o astronauta Marcos Pontes. No ano passado, o astronauta não defendeu o cientista Ricardo Galvão, durante esse ano, colaborou na criação da estrutura paralela que pode inviabilizar pesquisas científicas no instituto, essa semana também não defendeu Lúbia Vinhas e agora está para assinar a "aprovação” dessa nova estrutura. Eis o espelho desse governo: na pasta da ciência, alguém que não defende a ciência. A preocupação dos pesquisadores é “que a centralização de informações facilite ao governo ‘maquiar’ a divulgação dos dados, que foram gatilho para crise das queimadas no ano passado e agora geram pressão de embaixadas europeias e investidores estrangeiros”.


 
[PRÊMIO INTERNACIONAL] São 13 anos de história comunitária coletando sementes da Amazônia e do Cerrado. E lá na Inglaterra, a comissão do Ashden Awards 2020 escolheu a Rede de Sementes do Xingu como vencedora entre outras 200 propostas do mundo todo....

[PRÊMIO INTERNACIONAL] São 13 anos de história comunitária coletando sementes da Amazônia e do Cerrado. E lá na Inglaterra, a comissão do Ashden Awards 2020 escolheu a Rede de Sementes do Xingu como vencedora entre outras 200 propostas do mundo todo. O trabalho feito por 568 coletores de sementes, em sua maioria mulheres, é organizado em 13 núcleos em 16 municípios do Xingu e do Araguaia, abrangendo 15 Assentamentos Rurais, 1 Reserva Extrativista na Terra do Meio (PA) e 17 aldeias de 7 povos que vivem em 4 Terras Indígenas. Também, em parceria com projetos de recuperação de áreas florestais degradadas, nos últimos anos a rede forneceu mais de 220 toneladas de sementes de 220 espécies nativas diferentes para recuperar 6,6 mil hectares na bacia do Xingu.

https://bit.ly/3epAyhH


Saiba mais:
Rede de Sementes do Xingu: https://bit.ly/2BYdhGA
“Rede de Sementes do Xingu vence o Ashden Awards, prêmio internacional para soluções climáticas” - ISA, 02/07/2020: https://bit.ly/3frvVoE


 
Em projetos de recuperação ambiental, a mistura de sementes nativas e de adubação verde tem conseguido colocar muito mais árvores por hectares com a metade do custo do plantio de mudas. Com o uso de muvuca de sementes, as árvores crescem junto com os...

Em projetos de recuperação ambiental, a mistura de sementes nativas e de adubação verde tem conseguido colocar muito mais árvores por hectares com a metade do custo do plantio de mudas. Com o uso de muvuca de sementes, as árvores crescem junto com os arbustos e ervas. Quando as plantas de crescimento mais rápido e vida mais curta morrem, deixam a matéria orgânica para enriquecer o solo. As outras plantas de vida mais longa já podem seguir seu desenvolvimento, na sucessão natural ou ecológica. Com o acompanhamento certo, pode-se plantar agroflorestas produtivas. Os paleoíndios transformaram a Amazônia num rico pomar uma vez. Segundo nosso consultor botânico Paolo Sartorelli (@paolosartorelli), “a técnica de muvuca apresenta resultados em menor tempo e com muito mais vantagens por hectare: maior sombreamento, maior deposição de matéria orgânica, maior densidade de plantas que nascem espontaneamente (regenerantes) e árvores estabelecidas. Isto porque, as sementes apresentam uma adaptação mais natural às condições ambientais do que mudas produzidas em viveiros. Além de todas estas vantagens, a técnica de muvuca tem menor custo, pois o uso direto de sementes dispensa a necessidade de viveiros. E contribui com a inclusão social e engajamento ecológico, pois gera trabalho e renda a habitantes do campo, indígenas, assentados, quilombolas e pequenos produtores rurais que são capacitados tecnicamente para coletar as sementes ao mesmo tempo que protegem a floresta que os circunda”. Ele ainda completa: “Desde do primeiro plantio que fiz de muvuca, percebi que a semente tem uma força ecológica e socioambiental. Ecológica porque a semente já nasce rustificada e adaptada às condições locais. Socioambiental porque a semente traz às populações tradicionais que vivem nas florestas e cerrados do Brasil afora e historicamente desassistidas pelo estado, a dignidade, o empoderamento e o pertencimento. Não tem mais volta, a muvuca veio para ficar”. Domingo, 7h da noite, tem live com Paolo na Baoba Florestal! Assista e compartilhe <3  
https://bit.ly/38K8u7x




 
 


As florestas guardam uma variedade de espécies de árvores de tamanhos e idades diferentes, algumas delas com centenas e até milhares de anos. Acontece que por causa do desmatamento, as populações de árvores anciãs estão diminuindo rapidamente o que...

As florestas guardam uma variedade de espécies de árvores de tamanhos e idades diferentes, algumas delas com centenas e até milhares de anos. Acontece que por causa do desmatamento, as populações de árvores anciãs estão diminuindo rapidamente o que traz graves implicações para a integridade do ecossistema e da biodiversidade.  "Árvores grandes prestam funções que não podem ser duplicadas por árvores pequenas ou médias. Eles fornecem um habitat único, influenciam fortemente a floresta ao seu redor e armazenam grandes quantidades de carbono", diz Jim Lutz, pesquisador da Smithsonian Forest Global Earth Observatory que fez um estudo sobre a estrutura da floresta no mundo. A pesquisa revelou que, em média, 1% de árvores em florestas são maduras e antigas e justamente elas compreendem 50% da biomassa florestal do planeta. Além disso, o estudo mostra como a quantidade de carbono que as florestas podem sequestrar dependem principalmente da abundância de árvores grandes.
https://bit.ly/2BzNiFe

Saiba mais:“Big trees drive forest structure patterns across a lowland Amazon regrowth gradient” - Biorxiv abril 2020, https://t.co/sM5R80aNsl“Inequality is normal: Dominance of the big trees” - EurekAlert! - 08/05/2018: https://goo.gl/L31rmd“Long-term decline of the Amazon carbon sink” - Research Gate, Nature, 2015: https://bit.ly/2Z4NHYV
#árvoresAnciãs #árvoresMaduras #Florestas #desmatamento #biodiversidade #ecologia


Ora-pro-nóbis é uma planta muito cheia de qualidades: suas folhas são supernutritivas, seu pé dá flores lindas que as abelhas adoram e também é uma planta muito usada para fazer cerca-viva! Para o último exemplo, da “cerca-viva”, é uma hortaliça com...

Ora-pro-nóbis é uma planta muito cheia de qualidades: suas folhas são supernutritivas, seu pé dá flores lindas que as abelhas adoram e também é uma planta muito usada para fazer cerca-viva! Para o último exemplo, da “cerca-viva”, é uma hortaliça com porte arbustivo maravilhosa: além de garantir uma boa cobertura e atingir até 4m de altura, tem espinhos que protegem todo o terreno cercado. Sua propagação pode ser feita por estaca, que podem ser plantadas de metro em metro. Não exige muita adubação e em pouco tempo começa a crescer, dando folhas para a alimentação, flores para os polinizadores e fazem uma inteligente e elegante proteção natural. Quem conhece? Quem já fez algum prato com suas folhas? Conta pra gente! <3

https://bit.ly/38p28dv

Saiba mais:
“Sistema de produção facilita o cultivo de ora-pro-nóbis para agricultores familiares” - EMBRAPA: http://bit.ly/2vwJlKO 

 

 
Desmatamento gera prejuízo para o agronegócio. O clima mais seco e quente provocado pela destruição ambiental no Cerrado e na Amazônia reduziu o rendimento do milho entre 5% e 10% em comparação com o cenário anterior ao desmatamento. Em 2018, a...

Desmatamento gera prejuízo para o agronegócio. O clima mais seco e quente provocado pela destruição ambiental no Cerrado e na Amazônia reduziu o rendimento do milho entre 5% e 10% em comparação com o cenário anterior ao desmatamento. Em 2018, a “safrinha do milho” cultivado após a colheita da soja rendeu 101 sacas de milho por hectare, esse ano a produtividade média foi de 91 sacas/ha. No Mato Grosso do Sul e Paraná é prevista uma queda ainda maior, com 78 sacas/ha. A queda da safra de milho brasileiro associada ao aumento da temperatura no Cerrado foi relatada por pesquisadores na revista científica Nature Sustainability.
https://bit.ly/2NJKW8Y


 
 
A troca de gases para dentro e para fora da folha e a transpiração de água das plantas acontece através dos estômatos, que abrem e fecham, dependendo das condições ambientais. Quando a umidade é muito grande, as células-guarda (lábios) incham e...

A troca de gases para dentro e para fora da folha e a transpiração de água das plantas acontece através dos estômatos, que abrem e fecham, dependendo das condições ambientais. Quando a umidade é muito grande, as células-guarda (lábios) incham e forçam a abertura estomática para a planta transpirar, receber dióxido de carbono do ar para fotossíntese e liberar oxigênio. Durante esse processo, depois da planta transpirar muita água, o estoma fecha e evita perda de água ou troca gasosa. Mais de 95% da água que a planta absorve do solo é transpirada nesse processo!

https://bit.ly/38aqFD7
Saiba mais:
“Transpiração vegetal” - Infoescola: https://bit.ly/2JEJSEc
“Transpiração estomática - Estudo Fácil: https://bit.ly/2CEe6kF


 
 
O pH do solo afeta vários processos no desenvolvimento das raízes, disponibilizando ou não nutrientes para a planta. A escala de pH varia entre 0 e 14, sendo 7 neutro, 0 o mais ácido e 14 o mais básico. A maioria das plantas domesticadas se dá bem na...

O pH do solo afeta vários processos no desenvolvimento das raízes, disponibilizando ou não nutrientes para a planta. A escala de pH varia entre 0 e 14, sendo 7 neutro, 0 o mais ácido e 14 o mais básico. A maioria das plantas domesticadas se dá bem na faixa entre 6 e 7 de pH. Os solos brasileiros são geralmente mais ácidos. Em regiões com chuvas abundantes, o escoamento das águas superficiais em terrenos sem cobertura vegetal faz uma lavagem da camada nutritiva do solo e também aumenta a acidez. Um dos métodos mais comuns para corrigir a acidez extrema (4.5 pH para baixo) até atingir uma faixa neutra, é usar um pouco de calcário. O calcário além de corrigir a acidez e fornecer Ca e Mg para as plantas, também disponibiliza outros nutrientes essenciais. A correção de acidez é tão importante quanto a adubação do solo. Nos vídeos, veja um método caseiro para saber se o seu solo é ácido ou básico. Para saber a taxa exata de acidez, é preciso enviar o solo para análise. Isso tudo vale para as plantas domesticadas, se for para espécies da natureza não se deve corrigir o solo; plantas de cerrado, como o pequi por exemplo, não vão bem em terra corrigida.

https://bit.ly/2Zc5NHs

Saiba mais:
“Solo - vantagens do pH Neutro” - Pílula Verde, 30/01/2017: https://bit.ly/2GVBxJx
“Corrigir o pH do Solo com Calcário” - Pílula Verde, 10/10/2016:https://bit.ly/2EgQZOw
“Como descobrir o pH do Solo?” - Milton Padovan: https://bit.ly/2BFnxQA
#solo #ph #PHdoSolo


 
A pecuária brasileira tem produtividade média baixa (cerca de 1 animal por hectare), mas pode ser incrementada para 3 animais em média por hectare. Há inúmeras pesquisas do próprio setor que apontam para a substituição gradual do sistema extensivo...

A pecuária brasileira tem produtividade média baixa (cerca de 1 animal por hectare), mas pode ser incrementada para 3 animais em média por hectare. Há inúmeras pesquisas do próprio setor que apontam para a substituição gradual do sistema extensivo pela criação de gado em espaços menores e em alternância com lavoura, pecuária e floresta (https://bit.ly/2McpM16). José Carlos Carvalho, ex-ministro do Meio Ambiente de FHC, falou em entrevista de André Trigueiro que ““é uma grande contradição do agronegócio brasileiro defender novos desmatamentos e deixar uma área equivalente a duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo degradada ou subutilizada” (https://glo.bo/2TnxSY3). Como a lei ambiental não é aplicada com rigor contra o desmatamento ilegal na Amazônia provocado pela pecuária, acontece que quem invade terras públicas para criar gado ganha mais com a possível valorização da terra e anistia de multas do que com a recuperação de terras por eles destruídas, hoje com baixa aptidão agrícola.
https://bit.ly/2VelNYh

Saiba mais:"Frigoríficos brasileiros compraram gado ligado ao desmatamento” - UOL, 04/06/2020: https://bit.ly/2BBf1EW“Greenpeace denuncia ‘lavagem de gado’ na Amazônia”, Valor Econômico, 05/06/2020: https://glo.bo/2NrQeWx“O papel do gado e da soja no ciclo de desmatamento”, Deutsche Welle, 24/04/2020: https://p.dw.com/p/3Wp3q


Comunicativas, inteligentes e sensíveis. São assim as raízes das plantas, crescendo em busca de água e nutrientes embaixo da terra. Em cada pontinha, existe um capacete que protege a raiz ao mesmo tempo em que detecta as condições do solo e guia o...

Comunicativas, inteligentes e sensíveis. São assim as raízes das plantas, crescendo em busca de água e nutrientes embaixo da terra. Em cada pontinha, existe um capacete que protege a raiz ao mesmo tempo em que detecta as condições do solo e guia o caminho a seguir. Logo na sequência fica o sistema nervoso central das plantas, que permite o vaivém de dados dessa grande rede subterrânea, regulando o crescimento e o comportamento da planta. Estudos científicos trazem cada vez mais evidências sobre a inteligência e sensibilidade das raízes, mostrando como elas aprendem sobre as condições locais e a situação de outras árvores para transferir água, nutrientes e compostos de defesa.

https://bit.ly/3fWnr8Z

Saiba mais:
“Root intelligence: Plants can think, feel and learn” - New Scientist 07/2017: https://goo.gl/Nnpqp8


[EDUCAÇÃO AMBIENTAL INFANTIL] Como é gostoso ouvir histórias! Em tempos de coronavírus, a UNICEF está lançando podcasts diários com foco na cultura amazônica! São histórias indígenas, quilombolas, ribeirinhas e deliciosos saberes da região. Além de...

[EDUCAÇÃO AMBIENTAL INFANTIL] Como é gostoso ouvir histórias! Em tempos de coronavírus, a UNICEF está lançando podcasts diários com foco na cultura amazônica! São histórias indígenas, quilombolas, ribeirinhas e deliciosos saberes da região. Além de contar as histórias, os artistas convidados seguem um roteiro caprichado com músicas, brincadeiras e atividades para toda família fazer enquanto escuta o áudio.
Saiba mais:Deixa Que Eu Conto - UNICEF: https://www.unicef.org/brazil/deixa-que-eu-conto
Ou pesquise direto no aplicativo de podcasts instalado no celular!
https://bit.ly/2N8SORb


Para falar de nível trófico na cadeia alimentar, precisamos entender que estamos falando de transferência de matéria e energia no ecossistema. As plantas produzem o próprio alimento através da fotossíntese e por isso são autotróficas, ocupando o...

Para falar de nível trófico na cadeia alimentar, precisamos entender que estamos falando de transferência de matéria e energia no ecossistema. As plantas produzem o próprio alimento através da fotossíntese e por isso são autotróficas, ocupando o primeiro nível da cadeia. Os consumidores são todos os outros seres que obtem energia se alimentando de outros organismos. Daí temos herbívoros (que comem plantas), carnívoros (que comem herbívoros e até outros carnívoros) e predadores alfas. Acontece que essa cadeia explica como bichos sobrevivem na natureza e nós, humanos, vivemos em sociedade. Nós compramos nossa alimentação dentro de um  sistema que criamos, normalmente em supermercados, feiras, restaurantes, lanchonetes. E aqui é onde queremos chegar, na posição trófica que ocupamos. Somos seres onívoros e podemos comer de tudo. Dentro da cadeia e considerando todas as ofertas disponíveis, estaríamos no máximo no segundo nível de consumidores da cadeia (comendo bichos que teriam sido alimentados por plantas, em fazendas). Acontece que quanto mais baixo no nível trófico, mais eficiente é nossa alimentação, no sentido que gastamos menos energia do ecossistema para nos alimentar.

Vamos analisar o caso da soja. Segundo a Embrapa Soja, a produção de 2018/19 foi de cerca de 115 milhões de toneladas de grãos em uma área plantada de monocultura de 36 milhões de hectares de terra. A maior parte dessa soja é usada para ração animal e também exportada para ser usada como ração animal. Nos EUA, 70% da alimentação de aves, porcos a gado é a base de soja, aqui cerca de 80%. Ou seja, toda essa produção não é nem para alimentar humanos, mas para alimentar os “consumidores primários” que depois serão comidos por humanos. É um desperdício enorme de energia, além de saber que tanto a soja e o gado são os principais responsáveis pelo desmatamento e uso de venenos no solo.

Saiba mais:
ENEM Cadeia Alimentar - Brasil escola: https://bit.ly/3fA3u7u
Soja para ração animal - USDA Fact Sheets:  https://bit.ly/30WbICT
Embrapa Soja: https://bit.ly/3hG7qp2
https://bit.ly/3edFEOC


A revista inglesa The Economist dedicou duas páginas da edição de 11 de junho para falar mal do agronegócio brasileiro e sua vergonhosa ligação com o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Para começar, mostrou pesquisas da TRASE...

A revista inglesa The Economist dedicou duas páginas da edição de 11 de junho para falar mal do agronegócio brasileiro e sua vergonhosa ligação com o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Para começar, mostrou pesquisas da TRASE (https://trase.earth/), instituto que promove transparência e sinaliza ações criminosas de fornecedores. A matéria trouxe para conhecimento público que a carne bovina brasileira causa 6 vezes mais desmatamento que a soja. Mesmo assim, os gigantes do setor JBS, Minerva e Marfrig compram mais de 70% desse gado ligado à ação criminosa de seus “fornecedores” e revende para o Oriente Médio (36%), China (34%), Rússia (15%) e União Europeia (4%). A soja brasileira também é fruto de sacanagem: 95% da derrubada de árvores nas fazendas de cultivo do grão são ilegais mas, mesmo com clara evidencia de ação criminosa, quase 60% da safra é comprada por duas gigantes americanas, a Bunge e a Cargill, que exporta 61% para China e 14% para União Europeia.  Em segunda matéria, a revista mostrou que enquanto o resto do mundo viu uma diminuição das emissões de carbono por causa da pandemia de Covid19, o Brasil deu carta branca para criminosos ligados ao agronegócio desmatarem 55% mais que no mesmo período do ano passado. E mais uma vez apontou JBS, Marfrig, Minerva, Cargill e Bunge por tirarem proveito da situação e tentarem botar a culpa em seus fornecedores, algo que não cola mais no mercado internacional.  
Saiba mais:“A study names firms that buy products from areas with deforestation” - The Economist, 11/06/2020: https://econ.st/2Y77F4T
https://bit.ly/3e9fAnY


Mais um segredo da Amazonia: a floresta suga a umidade do oceano para dentro do continente por ter uma pressão atmosférica mais baixa que a oceânica. Essa baixa pressão amazônica acontece justamente por causa da transpiração de todas as plantas...


Mais um segredo da Amazonia: a floresta suga a umidade do oceano para dentro do continente por ter uma pressão atmosférica mais baixa que a oceânica. Essa baixa pressão amazônica acontece justamente por causa da transpiração de todas as plantas vivas, que não importa se no período seco ou chuvoso, mantem o fluxo de vapor intenso sobre a floresta. Assim, a Amazonia puxa o ar úmido dos oceanos próximos num mecanismo chamado de “bomba biótica” e isso também impede a formação de tempestades oceânicas e eventos climáticos extremos. Essa importação de água do oceano é devolvida em generosa exportação de água para outras regiões do continente, que irriga o Brasil de graça. Saiba mais sobre esses e outros segredos da floresta e ajude a disseminar informação ambiental. O pesquisador Antonio Nobre do INPE explica de maneira gostosa de ler como a Amazônia em pé ajuda a suavizar a violência atmosférica e é fundamental para regular o clima. <3

Saiba mais:
O Futuro Climático da Amazônia - Relatório de Avaliação Científica: Antonio Donato Nobre, INPE: https://bit.ly/2C16IPi


[FORA DA LEI] Como propriedades sobrepostas a Terras Indígenas conseguiram ser registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR)? São 9901 registros irregulares, conforme levantamento do Ministério Público Federal. Após o relatório, o MPF pediu o...

[FORA DA LEI] Como propriedades sobrepostas a Terras Indígenas conseguiram ser registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR)? São 9901 registros irregulares, conforme levantamento do Ministério Público Federal. Após o relatório, o MPF pediu o cancelamento dos registros e suspensão de financiamento bancários para todos esses cadastros fora da lei: “O Estado brasileiro tem que tomar providências para que esse instrumento (o CAR), criado para o planejamento ambiental e econômico, e o combate ao desmatamento, não seja usado para se cometer crimes ambientais e grilar as terras dos índios”, disse o subprocurador-geral da República Antônio Bigonha, coordenador da 6CCR/MPF.

Saiba mais:
“CAR registra 10 mil propriedades privadas em Terras Indígenas” - ClimaInfo, 10/06/2020: https://bit.ly/2zwn1GK
“MPF identifica quase 10 mil registros de proprietários privados no Cadastro Ambiental Rural em áreas destinadas a povos indígenas”, Conselho Indigenista Missionário CIMI, 09/06/2020: https://bit.ly/2Yvilcv



Os mais importantes segredos da Amazônia são guardados pelos mais antigos moradores vivos da floresta. Deveríamos protegê-los como tesouros porque são: guardam o caminho, a convivência e a história das riquezas que ainda não foram sequer observadas...

Os mais importantes segredos da Amazônia são guardados pelos mais antigos moradores vivos da floresta. Deveríamos protegê-los como tesouros porque são: guardam o caminho, a convivência e a história das riquezas que ainda não foram sequer observadas por nós, inconscientemente limitados por nossa visão e cultura. Comunicam-se e sabem das coisas que não sabemos, escutam sons que o nossos ouvidos nunca aprenderam a perceber, identificam coisas que não reconhecemos, que não fazem parte do nosso vocabulário. Nós, não-moradores da floresta, somos incapazes de reconhecer tantas sutilezas das relações vivas da flora-fauna-água-céu da Amazônia. O segredo das plantas, os diferentes tons de verde, a vida invisível dos rios. O que estamos presenciando é um extermínio das pessoas que conhecem a floresta. Segundo o mais recente levantamento da APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, já são 178 indígenas mortos por covid19. São pajés, caciques, velhas lideranças indígenas que levam com eles o caminho, a chave. A Sesai está desestruturada e não tem capacidade para atender o avanço da epidemia. O governo trata indígenas como dados invisíveis. Que essa tragédia nos acorde hoje, agora, sem distração. O Conselho Indigenista Missionário cobra medidas práticas e urgentes. Cobremos com eles! Que sejamos fortes e capazes de ouvir o grito de socorro dos povos da floresta.
Saiba mais:“Na Amazônia, as bibliotecas estão sendo incendiadas” - El País, 02/06/2020: https://bit.ly/2A1x3Qd“Mortes por covid-19 entre indígenas precisam virar assunto para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos”- CIMI, 04/06/2020: https://bit.ly/2BDE6Px
https://bit.ly/30maJvC


 
 
Você já sabe que a floresta transpira muita água por dia (20 bilhões de litros), mas sabe como todo esse vapor de água vira nuvem? Neste post vamos explicar o segundo segredo revelado por Antonio Nobre no relatório de avaliação científica sobre a...

Você já sabe que a floresta transpira muita água por dia (20 bilhões de litros), mas sabe como todo esse vapor de água vira nuvem? Neste post vamos explicar o segundo segredo revelado por Antonio Nobre no relatório de avaliação científica sobre a importância climática da Amazônia. Cientistas brasileiros do INPA e da USP, ao lado de cientistas europeus da Holanda, da Alemanha e da Itália, investigaram as trocas de outros gases produzidos pela floresta. Eles descobriram que as folhas também evaporam “compostos orgânicos voláteis biogênicos” (BVOCs) que são responsáveis pela “nucleação das nuvens”. Com a atmosfera úmida pela transpiração da floresta e com a presença de forte radiação solar, os BVOCs se oxidam e “formam uma poeira finíssima com afinidade pela água (higroscópio). Como explica Nobre em suas palestras, "esse é o pó de pirlimpimpim que surge magicamente no ar, carregado de vapor, e provoca as chuvas a cântaros das nuvens baixas, os regadores do Jardim do Éden”. Assim, a floresta amazônica fabrica nuvens de chuvas volumosas e gentis!


Saiba mais:
“O Futuro Climático da Amazônia – Relatório de Avaliação Científica” - Antonio Nobre, INPE, 2014: https://goo.gl/bVZbke

https://bit.ly/3h0fQar

A Amazonia desempenha papel fundamental no ciclo da água do Brasil. Uma das coisas importantes que a floresta amazônica faz é irrigar a atmosfera com vapor de água resultante da transpiração das folhas. Em 2014, Antonio Nobre escreveu um relatório de...

A Amazonia desempenha papel fundamental no ciclo da água do Brasil. Uma das coisas importantes que a floresta amazônica faz é irrigar a atmosfera com vapor de água resultante da transpiração das folhas. Em 2014, Antonio Nobre escreveu um relatório de avaliação científica sobre a importância da floresta amazônica onde revelou cinco segredos. Neste post, estamos tratando do primeiro, da “transpiração verde”: “A Amazônia sustenta centenas de bilhões de árvores em suas florestas. Vinte bilhões de toneladas de água por dia são transpiradas por todas as árvores na bacia amazônica”. Acontece que o desmatamento contínuo da floresta tem causado uma redução drástica da transpiração amazônica e isso tem afetado a dinâmica de chuvas, prolongando a estação seca no resto do país.

Saiba mais:
“O Futuro Climático da Amazônia – Relatório de Avaliação Científica” - Antonio Nobre, INPE, 2014: https://goo.gl/bVZbke


 
 
Para quem tem quintal em casa, mora em condomínio com jardim ou em bairro com praças públicas, o momento agora é promover vida e saúde para esses espaços. Se séculos atrás, na Europa e nos Estados Unidos era bonito cultivar plantas exóticas e podar...

Para quem tem quintal em casa, mora em condomínio com jardim ou em bairro com praças públicas, o momento agora é promover vida e saúde para esses espaços. Se séculos atrás, na Europa e nos Estados Unidos era bonito cultivar plantas exóticas e podar arbustos em formatos quadrados ou esquisitos, hoje em dia o bonito é ter um jardim saudável, com frutas nativas e flores coloridas, se possível até com uma horta com vegetais e raízes da estação. No Brasil, que tem uma flora tão diversa e rica, criar e cuidar de um novo jardim de alimentos pode ser prazeroso e também bastante terapêutico. Vamos nessa, pessoal! Mãos na terra e comida saudável na mesa. <3  

Alguns cursos grátis:
Cartilha: Cultivando sua horta em Ambiente Residencial, Emater - 2020: https://bit.ly/36GcrJu
Horta em Pequenos Espaços, Embrapa, 2020:
https://bit.ly/2X1mDre
Sistemas Agroflorestais para Pequenas Propriedades - Embrapa, 2020:
https://bit.ly/2WKjY6G


 
A pandemia de #covid19 é um alerta vermelho planetário. Depois de 2020, tudo vai mudar. “O que temos que fazer agora é construir as infraestruturas que nos permitam viver de uma maneira diferente”, diz o consultor de governos e empresas Jeremy Rifkin...

A pandemia de #covid19 é um alerta vermelho planetário. Depois de 2020, tudo vai mudar. “O que temos que fazer agora é construir as infraestruturas que nos permitam viver de uma maneira diferente”, diz o consultor de governos e empresas Jeremy Rifkin à BBC Espanha. “Estamos diante de ameaça de extinção e as pessoas nem mesmo sabem disso”. Autor de mais de 20 livros sobre efeitos adversos das mudanças climáticas e destruição ambiental causada pelo homem, Rifkin fala que a mudança é inevitável. “As vidas animal e humana estão se aproximando todos os dias como consequência climática e, portanto, os vírus viajam juntos”. Para cientista social, devemos todos assumir que estamos em uma nova era ou, se continuarmos como estávamos caminhando, só teremos mais pandemias e desastres naturais. O meio-ambiente saudável é nossa garantia de permanência no planeta.  

Saiba mais:
“Coronavírus: ‘Estamos diante de ameaça de extinção e as pessoas nem mesmo sabem disso’, afirma sociólogo Jeremy Rifkin”, BBC, 14/05/2020: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52657148
“Todas mis esperanzas están depositadas en la generación milenial” - Fundación Telefonia, 21/04/2020: https://bit.ly/2TMgQ8h



Na semana passada, uma mobilização nacional fez o congresso desistir da #MPdaGrilagem, mas foi só de mentirinha. A MP apareceu de roupa nova, agora se chama PL 2633/2020 e está prevista para ser votada amanhã. Ou seja, no meio da pandemia que já...

Na semana passada, uma mobilização nacional fez o congresso desistir da #MPdaGrilagem, mas foi só de mentirinha. A MP apareceu de roupa nova, agora se chama PL 2633/2020 e está prevista para ser votada amanhã. Ou seja, no meio da pandemia que já causa mais de 16 mil mortes no país, com milhares de mortos na Amazonia, o deputado amazonense Marcelo Ramos (dep.marceloramos@camara.leg.br) surge como relator do #PLdaGrilagem que pretende dar um golpe no seu próprio estado. Com o país em situação de calamidade pública, ruralistas aceleram os passos para favorecer bandidos: querem ganhar terras do desmatamento ilegal de presente, a terra da União que eles mesmos invadiram e desmataram de maneira criminosa, com inúmeros casos de incêndio florestal, ameaças e assassinatos envolvidos.  
Saiba mais:“Grilagem: MP que caducou virou PL 2633 e pode ser votado quarta” - Correio Braziliense, 18/05/2020: https://bit.ly/2zPDZzy“Anitta fala sobre o PL 2633”: https://youtu.be/tg8jl0HHeu4“Artistas em coro pedem a Marcelo Ramos para não levar a votação ‘PL da Grilagem’”  https://youtu.be/ky4nN2sCJ-M
Veja também:Post que explica o que é a #PLdaGrilagem, substituta da #MPdaGrilagem: https://bit.ly/2WLblst
https://bit.ly/2zRbBNC


 
 
[GRÁTIS] A Embrapa abriu cursos online para fazermos durante esse período de isolamento social. Além das aulas online, a Embrapa Hortaliças também disponibilizou por 30 dias o download de livros sobre plantas brasileiras. Já que o isolamento é...

[GRÁTIS] A Embrapa abriu cursos online para fazermos durante esse período de isolamento social. Além das aulas online, a Embrapa Hortaliças também disponibilizou por 30 dias o download de livros sobre plantas brasileiras. Já que o isolamento é necessário, que esse tempo em casa nos traga novos aprendizados e a descoberta de novos caminhos. <3

Horta em Pequenos Espaços:
https://bit.ly/2X1mDre

Sistemas Agroflorestais para Pequenas Propriedades:
https://bit.ly/2WKjY6G

Compostagem:
https://bit.ly/2zczmzs

Agricultura de Baixo Carbono:
https://bit.ly/3bK7iRt

Todos os cursos:
https://www.embrapa.br/e-campo

Livros Embrapa Hortaliças grátis:
https://www.embrapa.br/baixe-livros-gratis

#FiqueEmCasa #SalveVidas #AVidaAcimaDeTudo #NovosCaminhos #Reciclagem #CursosOnline #LivrosOnline

 
“O Menino do Lápis Mágico”, da educadora ambiental Natasja Dantas, conta o que aconteceu com Chico durante essa quarentena chata! Pois não é que Chico encontrou um lápis mágico, começou a desenhar e foi engolido pelo desenho?!

“O Menino do Lápis Mágico”, da educadora ambiental Natasja Dantas, conta o que aconteceu com Chico durante essa quarentena chata! Pois não é que Chico encontrou um lápis mágico, começou a desenhar e foi engolido pelo desenho?! <3 De dentro do seu quarto foi parar no meio da floresta, conheceu encantados e voou em um barco voador para escapar das queimadas. Depois de tudo isso, descobriu como recuperar toda floresta perdida. Que tal ler essa aventura para as crianças e, de repente, descobrir se tem algum lápis mágico escondido no estojo? <3

Saiba mais:
GRÁTIS: “O Menino do Lápis Mágico”,  Natasja Dantas: https://bit.ly/3bAFy1s

#leituraInfantil #quarentena #crianças #ecologia #semente #riosVoadores #antonioNobre

https://bit.ly/3fNNTSG




 

Desde março, países da Europa anunciaram risco de falta de estoque de oxigênio para hospitais. Nesse fim de semana, cidades do interior do Amazonas já chegaram perto do limite do estoque e foi preciso levar de avião cilindros de oxigênio de um...

Desde março, países da Europa anunciaram risco de falta de estoque de oxigênio para hospitais. Nesse fim de semana, cidades do interior do Amazonas já chegaram perto do limite do estoque e foi preciso levar de avião cilindros de oxigênio de um hospital para outro. Mas com tanto ar a nossa volta, como pode faltar oxigênio? De onde vem o oxigênio que respiramos? Das plantas que produzem O2 durante a fotossíntese, principalmente das algas marinhas nos oceanos que cobrem 70% do planeta! Mas de onde vem o oxigênio usado em hospitais? Do ar que respiramos! O ar contém aproximadamente 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio, 0,9% de Argônio e 0,1% de outros gases. É possível que hospitais produzam o próprio oxigênio, sem precisar comprar de fora? É! Mas para isso precisavam ter usinas conhecidas como PSA, nem todos hospitais tem porque a instalação custa em torno de 50 mil fora o uso de energia para separar o oxigênio dos outros gases. Agora, os governos precisam organizar as fabricantes de cilindros de O2 para aumentar a produção e não deixar faltar oxigênio para nenhum hospital do Brasil.

Quando é usado o oxigênio no tratamento de pacientes de Covid19?
Nos aparelhos que auxiliam na respiração. São dois tipos de procedimentos médicos que usam O2, um para pacientes com dificuldades para respirar e outro para pacientes graves quer perderam a capacidade de respirar sozinhos.
- inaladores não invasivos (de pressão positiva /CPAP), com uso de máscaras;
- intubação orotraqueal (IOT) quando pacientes precisam de ajuda mecânica para respirar, sendo sedados e colocados em coma induzido durante o tratamento.

Saiba mais:
“Com pacientes de Covid-19 intubados, cidade do Amazonas tem baixo estoque de oxigênio”- Folha de S.Paulo, 09/05/2020: https://bit.ly/35MZ6ys
“Governo do AM envia cilindros de oxigênio para suprir São Gabriel da Cachoeira” - A Crítica, 09/05/2020: https://bit.ly/3bomUKf
“Consumo de oxigênio hospitalar dispara, e fábrica no CE amplia produção” - Diário do Nordeste, 10/05/2020: https://bit.ly/2SSjRDq
“Desenvolvimento de um Protótipo para a Produção de Oxigênio "on site” para Unidades Hospitalares" - USP: https://bit.ly/2WFyLOE
“Coronavirus: London hospital almost runs out of oxygen for Covid-19 patients” - The Guardian, 02/04/2020: https://bit.ly/3coRa8W



 
 
O Oscar Verde esse ano vai para duas mulheres brasileiras ambientalistas, Patrícia e Gabriela

O Oscar Verde esse ano vai para duas mulheres brasileiras ambientalistas, Patrícia e Gabriela <3 As duas pesquisadoras receberam o prêmio do Whitley Fund for Nature, do Reino Unido, pelo trabalho que desenvolvem na ONG IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Patrícia, que levou o prêmio máximo, estuda há 24 anos o maior mamífero da América do Sul, as antas. Explica que as antas são as grandes jardineiras da floresta e fazem um papel muito importante na restauração ambiental com dispersão de sementes. Infelizmente, o uso descontrolado de agrotóxicos tem ameaçado cada vez mais a espécie, além dos atropelamentos.  Ela deixa um recado: “Nunca na história vimos tantos impactos causados por nós seres humanos na natureza. Agir agora é sumamente importante para que possamos reverter os impactos das emergências climáticas e evitar futuras extinções de nossa vida selvagem.” Já Gabriela estuda o mico-leão-preto da região do Pontal de Paranapanema. A espécie é símbolo de São Paulo porque só existe no estado, no que sobrou da Mata Atlântica. A bióloga conta que seu sonho sempre foi salvar espécies ameaçadas de extinção. Gabriela coordena a restauração de corredores ecológicos para conectar fragmentos florestais e permitir que os micos possam transitar. “Com o prêmio, espero também poder motivar outras cientistas mulheres a atuar pela conservação ambiental”. Confira a linda reportagem de outra mulher, Natasha Olsen, colaboradora do Ciclo Vivo, para conhecer mais sobre o trabalho delas.

Saiba mais:
“Brasileiras recebem maior prêmio de conservação ambiental do mundo” - Ciclo Vivo: https://bit.ly/3b4Qp3C
Vídeo sobre trabalho de Patrícia feito pela Fundação Toyota: https://bit.ly/3fnIQsc

#antaÉelogio #OngIPE #PatríciaMedici #GabrielaCabralRezende #mulher #mulheres #ambientalistas #guardiãs #WhitleyAward2020 #mulheresNaConservação

https://bit.ly/2L5hVTO


Democracia só existe com acesso à informação plural, livre fluxo de ideias e liberdade para pensar. O jornalismo independente cumpre papel fundamental na democracia, na investigação daquilo que não é dito e tenta ser encoberto. Hoje, uma equipe de...

Democracia só existe com acesso à informação plural, livre fluxo de ideias e liberdade para pensar. O jornalismo independente cumpre papel fundamental na democracia, na investigação daquilo que não é dito e tenta ser encoberto. Hoje, uma equipe de jornalistas profissionais acompanha especificamente notícias do agronegócio e mineração denunciando violações dos direitos humanos, ambientais e sociais. A página De Olho Nos Ruralistas é um observatório do que acontece no campo e das políticas ruralistas no Brasil, com perspectiva social e ambiental. Se puder, apoie também aqui: https://bit.ly/2T5d0Fe

Saiba mais:
SITE - De Olho Nos Ruralistas: https://deolhonosruralistas.com.br/
Facebook - @deolhonosruralistas
Instagram - @deolhonosruralistas



 
Somente 12% de todo ouro extraído é usado pela indústria eletrônica, em instrumentos científicos, em ligas com outros metais. Mesmo assim, a reciclagem de ouro na indústria é viável e poderia dar conta da demanda sem mais exploração. É chocante notar...

Somente 12% de todo ouro extraído é usado pela indústria eletrônica, em instrumentos científicos, em ligas com outros metais. Mesmo assim, a reciclagem de ouro na indústria é viável e poderia dar conta da demanda sem mais exploração. É chocante notar que os maiores responsáveis por estimular centenas de garimpos ilegais destruindo a Amazônia são especuladores financeiros e joalherias. Conforme a própria Polícia Federal, temos organizações criminosas que atuam no contrabando de toneladas de ouro por ano, lavagem de dinheiro (o dinheiro de corrupção é usado na compra desse ouro) e venda de jóias sem certificação de origem. Uma simples corrente de ouro no Brasil pode estar (e provavelmente está) diretamente ligada à invasão de terras da União, violência e assassinato de indígenas, desmatamento, contaminação de rios com metais pesados, contaminação de comunidades ribeirinhas, contrabando, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e tráfico.  

Saiba mais:
“Indígenas na Amazônia denunciam aumento de garimpo ilegal durante pandemia” - Deutsche Welle, 01/04/2020: https://p.dw.com/p/3aJbh
“A corrida do ouro que ameaça a Amazônia” - Deutsche Welle, 17/04/2020: https://p.dw.com/p/3b5fD
Garimpo ilegal - Instituto Socioambiental: https://bit.ly/3cMHF3m
“Metais Preciosos: Ouro” - Serviço Geológico do Brasil - CPRM, Governo Federal: https://bit.ly/2xULTHa
“Polícia Federal desmonta quadrilha: 1,2 toneladas de ouro (R$ 230 milhões)” - Correio Braziliense, 06/12/2020: https://bit.ly/3cJGrFV
“Fiscais do Ibama acusam Exército de não cooperar em ações contra garimpos ilegais” -  O Globo, 29/09/2019: https://glo.bo/3aBWfZK
“Roraima exporta 194 kg de ouro à Índia sem ter nenhuma mina operando legalmente”- BBC, 12/06/2019: https://bbc.in/2VB8ou4

#ouro #joia #garimpo #desmatamento

https://bit.ly/2Kw0Y4N

 
 
Tenha manjericão em casa sempre!

Tenha manjericão em casa sempre! <3 Uma planta saborosa, perfumada e muito famosa desde a antiguidade por suas propriedades. Óleos essenciais encontrados nas folhas são responsáveis pelo aroma característico. Além de receitas para saladas, molhos e pizzas, o manjericão também pode ser usado para aromatizar água, pode ser mascado para aliviar a sensação de nariz entupido, pode ser preparado como chá digestivo, usado em água de banho, em banhos relaxantes e até como repelente. Fácil de plantar, todo tipo de manjericão pode crescer em vasos ou canteiros, só precisa de cuidado, luz e água.

Como plantar em casa?
1. corte galhos pequenos, de mais ou menos 10-15cm, e tire as folhinhas;
2. na sombra, coloque esses galhinhos em um copo de vidro com um pouco de água para estimular o crescimento das raízes (deixar por alguns dias até que as raízes se desenvolvam);
3. prepare algum vaso para receber as melhores mudas;
4. coloque o vaso em uma janela ou varanda que bata sol e cuide dela com carinho. Em algumas semanas, você já poderá usar seu próprio manjericão <3

Para quem prefere o uso de sementes, legal lembrar que essas plantas dos galhos também vão gerar flores e sementes. Mas se preferir comprar sementes (escolha orgânicas), o plantio é por semeadura direta, distribuindo sementes no vaso com terra preparada. A germinação também é bastante rápida.

Saiba mais:
[Vídeo] Como Propagar Manjericão - tenha manjericão infinito o ano inteiro: https://youtu.be/vZ1aUD8TQUA
“Manjericão, a planta poderosa! Usos, Benefícios e como plantar em casa” - Greene, 03/07/2020: https://bit.ly/2x0K1w9
[PDF] Basil - herb society guide: https://bit.ly/3bywsmS






 
 
As pessoas não são vírus. Cuidado com o ressurgimento de um projeto que defende que o mundo precisa de menos gente, que aceita o extermínio de grupos de pessoas. Velhos? Pobres? Pretos? Periféricos? Índios? Ribeirinhos? Quilombolas? Infelizmente, há...

As pessoas não são vírus. Cuidado com o ressurgimento de um projeto que defende que o mundo precisa de menos gente, que aceita o extermínio de grupos de pessoas. Velhos? Pobres? Pretos? Periféricos? Índios? Ribeirinhos? Quilombolas? Infelizmente, há quem diga que perder vidas é necessário para salvar outra coisa que seria mais importante. A vida é o que há de mais importante. Se até hoje a convivência com a desigualdade era “normal” no Brasil, com a pandemia vamos presenciar uma catástrofe. Como uma das dez maiores economias do mundo ainda convive com a falta de acesso à água, alimentação, saúde, moradia digna e educação? Como aceitamos que nesse rico país que tem o 9º maior PIB do mundo, 5% vivam em miséria extrema e 30% na pobreza? São dezenas de milhões de brasileiros em situação vulnerável e estão falando em salvar a economia primeiro? Cuidado com os que ousam falar que a população no Brasil é muito grande. Aqui, por exemplo, tem mais cabeça de gado que de gente.  O problema da desigualdade entre pessoas e do agravamento pobreza não é excesso de gente. Nem no Brasil, nem no mundo. O novo vírus chega e deixa claro o que é insustentável. Não dá mais para fazer de conta, deixar-fazer, deixar-passar. O fracasso é global. A maior parte da humanidade está afogada na pobreza, esmagada por toneladas de lixo. Cuidado também com os que ousam falar que a culpa da poluição é das pessoas. Cuidar do povo e do equilíbrio ambiental é muito diferente de cuidar da circulação e acumulação de dinheiro, custe a pobreza e a destruição que custar. Se há uma coisa inevitável no meio dessa pandemia é a mudança. Ou isso ou podemos ser espécie varrida do planeta em qualquer próxima pandemia mais letal. A mudança é pela vida, por um futuro com condições sociais e ambientais básicas para nossa sobrevivência e das próximas gerações.

Saiba mais:  
O Ecofascismo - Carlos Taibo: https://bit.ly/2VNTX4p

Quanto mais a gente destruir a natureza e poluir o planeta, mais pandemias vão aparecer. Fato é: 75% das doenças infecciosas emergentes são transmitidas através de animais (zoonoses): gripe aviária, gripe suína, febre aftosa do consumo de leite não...

Quanto mais a gente destruir a natureza e poluir o planeta, mais pandemias vão aparecer. Fato é: 75% das doenças infecciosas emergentes são transmitidas através de animais (zoonoses): gripe aviária, gripe suína, febre aftosa do consumo de leite não pausterizado de vaca contaminada, zika, ebola, coronas, doenças de ratos, morcegos e por aí vai… O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) listou alguns fatos ambientais que favorecem o controle ou a disseminação de novos patógenos na sociedade e explica que a biodiversidade ajuda a controlar doenças zoonóticas:  
☣️ Desmatamento e mudanças no uso do solo afetam a estrutura populacional da vida selvagem;
☣️ Ao perder habitat e reduzir a biodiversidade, alguns patógenos presentes em animais selvagens, rebanhos ou animais domésticos atingem seres humanos;
☣️ O comércio ilegal e irregular de animais silvestres favorece a disseminação de novos vírus na sociedade;
☣️ A intensa produção pecuária favorece o surgimento de novos vírus;
☣️ O uso de antibióticos na pecuária gera resistência antimicrobiana;
☣️ As mudanças climáticas também favorecem o surgimento de novos patógenos na sociedade.

Saiba mais:
“PNUMA lista 6 fatos sobre coronavírus e meio ambiente” - ONU 13/04/2020: https://bit.ly/3boLV8Z

 
 
Replicando o processo natural de decomposição que acontece nos solos das florestas, o Hügelkultur é um modelo alemão para montar canteiros em forma de pequenos montes feitos de palha, terra, galhos e restos de tronco em decomposição. A técnica ajuda...

Replicando o processo natural de decomposição que acontece nos solos das florestas, o Hügelkultur é um modelo alemão para montar canteiros em forma de pequenos montes feitos de palha, terra, galhos e restos de tronco em decomposição. A técnica ajuda a melhorar a fertilidade do solo, a reter água e a fortalecer as plantas cultivadas.


Majestosa e ameaçada. Com até 60m de altura e 5m de diâmetro, a castanheira (Bertholletia excelsa, Lecythidaceae) é uma das espécies amazônicas mais altas da floresta. Algumas somam mais de 500 anos de vida. A coleta de seus frutos não atrapalha o...

Majestosa e ameaçada. Com até 60m de altura e 5m de diâmetro, a castanheira (Bertholletia excelsa, Lecythidaceae) é uma das espécies amazônicas mais altas da floresta. Algumas somam mais de 500 anos de vida. A coleta de seus frutos não atrapalha o crescimento ou vida longa do pé. Pelo contrário, alegra a todos na floresta. Com ouriços duros recheados com até 20 castanhas, essas árvores trazem benefícios para a Amazônia e para seus povos extrativistas. As cutias também são grande admiradoras e deixam pistas por aí: chegam a levar as sementes a uma distância de até 650 metros de onde coletaram. Mesmo assim, o desmatamento é sua maior ameaça e hoje a castanheira está na lista de espécies vulneráveis da União Internacional para Conservação da Natureza (http://goo.gl/tneM6d).

Saiba mais:
“Castanha-do-brasil protege contra envelhecimento e é rica em proteínas” - http://goo.gl/h6AsCo
“Castanheira-do-Brasil” - WWF: http://goo.gl/BU63ku


Municípios com alta taxa de desmatamento têm surtos de malária. A correlação é estatística e antiga. Áreas desmatadas de florestas apresentam um ambiente perfeito para a reprodução do vetor transmissor da doença, o mosquito Anopheles darlingi. Em um...

Municípios com alta taxa de desmatamento têm surtos de malária. A correlação é estatística e antiga. Áreas desmatadas de florestas apresentam um ambiente perfeito para a reprodução do vetor transmissor da doença, o mosquito Anopheles darlingi. Em um recente cruzamento dos dados de casos de malária notificados entre 2009 e 2015 com os dados de desmatamento na Amazonia  pesquisadores da USP chegaram a média de 27 novos casos por cada quilômetro quadrado desmatado. São estudos mais estudos de universidades brasileiras e estrangeiras sobre o desencadeamento de epidemias na Amazônia Legal.

Saiba mais:
“MPF recomenda ações para prevenir e combater surto de malária entre indígenas yanomami, no AM” - 28/01/2020: https://bit.ly/2K0ACHT
Guia de Tratamento da Malária - Ministério da Saúde, Mar/2020: https://bit.ly/2XDYFEJ
“Pesquisa revela que um quilômetro quadrado desmatado na Amazônia equivale a 27 novos casos de malária” - Portal EcoDebate, 31/05/2018: https://bit.ly/2MwHWi9
“Os impactos do desmatamento na incidência de malaria na Amazônia: uma análise espacial”, Augusto Seabra Santos (USP), 2017: https://bit.ly/2BQI6w0
“Deforestation and Malaria in Mâncio Lima Country, Brazil”, Sarah Olson (University of Wisconsin, USA), 2010: https://bit.ly/2og0R22


De agosto para cá, foram desmatados mais de 5 mil km2 de floresta, o equivalente a três vezes o tamanho da capital paulista. Isso é o dobro do que foi verificado no mesmo período em 2019, quando o Brasil sangrava o pior desmatamento da Amazônia dos...

De agosto para cá, foram desmatados mais de 5 mil km2 de floresta, o equivalente a três vezes o tamanho da capital paulista. Isso é o dobro do que foi verificado no mesmo período em 2019, quando o Brasil sangrava o pior desmatamento da Amazônia dos últimos onze anos. Ainda não tinha começado 2020. Com os olhos do mundo voltados para a pandemia, desmatadores e criminosos estão se sentindo livres. O governo sabe que o desmatamento está totalmente fora de controle, mas até agora não apresentou quaisquer novas medidas urgentes. Nem satisfação. O IBAMA já reduzido diminuiu ainda mais a fiscalização. O Ministério do Meio Ambiente não contratou pessoas para posições vagas desde o ano passado e muito menos abriu novas posições para funcionários que estão em quarentena agora. IBAMA esvaziado agora opera com 2/3 dos funcionários que sobraram. Unidades de conservação sendo invadidas e desmatadas dia após dia. O governador do Pará Helder Barbalho pediu apoio imediato do Ministério do Meio Ambiente: “Se continuar desse jeito, quando acabar o coronavírus, o nível de derrubada da floresta será estratosférico”.

Saiba mais:
“Desmatamento explode na Amazônia e já é quase o dobro do ano anterior” - Estadão, 08/04/2020: https://bit.ly/2UVYm6f
“Coronavírus: Ibama reduz fiscalização” - 27/03/2020:https://glo.bo/3eaJ3OA
“Ministério de Salles acumula cargos vazios e deve ter menor gasto em 5 anos” - UOL, 11/12/2019: https://bit.ly/2VbPxnM


 
 
[MAPA COLABORATIVO] Quem cultiva alimentos saudáveis ou é um fornecedor perto de você? Para descobrir agricultores familiares locais, produtores artesanais, cooperativas, iniciativas de solidariedade, basta acessar o mapa interativo criado pelo...

[MAPA COLABORATIVO] Quem cultiva alimentos saudáveis ou é um fornecedor perto de você? Para descobrir agricultores familiares locais, produtores artesanais, cooperativas, iniciativas de solidariedade, basta acessar o mapa interativo criado pelo movimento Slow Food aqui: https://bit.ly/2yL0Wn2.

Por que é importante saber onde comprar produtos e alimentos produzidos e cultivados o mais perto possível?
1. Ao comprar alimentos cultivados ou produzidos no seu entorno, você ajuda a manter áreas verdes de produção familiar como sítios e chácaras;
2. Você promove uma rede de abastecimento de curta distância, o que garante além de alimentos muito mais frescos e com menos conservantes no seu prato, também muito menos poluentes gerados em transportes por caminhão ou avião;
3. Você pode conhecer pessoalmente os produtores de alimentos e saber como eles cultivam, se usam ou não agrotóxicos, escolher aqueles que tem uma produção mais natural e ecológica, aprender sobre as frutas, verduras e legumes de cada estação, alimentando-se de maneira bem mais saudável.

Para apoiar o fortalecimento de um sistema alimentar local, participe e também inclua novos produtores e fornecedores no mapa preenchendo esse formulário: https://bit.ly/39W4rUx


 
 
O ar e o céu de São Paulo, de Nova York, de Londres e das maiores cidades chinesas estão menos poluídos. Para conter o vírus, as cidades precisam parar. Desligam-se os motores, máquinas, carros, aviões. Resultado: nos três primeiros meses do ano,...

O ar e o céu de São Paulo, de Nova York, de Londres e das maiores cidades chinesas estão menos poluídos. Para conter o vírus, as cidades precisam parar. Desligam-se os motores, máquinas, carros, aviões. Resultado: nos três primeiros meses do ano, pesquisas já apontam uma redução de 50% das emissões de monóxido e dióxido de carbono na atmosfera dessas cidades globais. Seus habitantes sentem na pele e no nariz, no paladar, no ouvido. Dá até para ouvir passarinhos.

O que realmente tem valor nessa vida?

É possível ter mais tempo para cuidar da saúde,
É possível respirar ar mais limpo,
É possível planejar e preparar refeições,
É possível se alimentar com calma,
É possível comprar menos bobagem que estraga logo e acaba no lixo,
É possível dirigir menos carro,
É possível perder menos tempo no trânsito,
É possível ter mais tempo para fazer projetos pessoais,
É possível realizar sonhos, criar,
É possível mudar.

É possível, será que é provável?

Como será o mundo depois da pandemia? Quais são as possibilidades que esse período vai revelar? Quais os novos caminhos que podemos esperar? Para tudo e para todos. O mundo não está bem. A mudança necessária é diferente de uma trégua para conter o coronavírus.

É possível mudar para melhor.


 
 
Apoie indígenas em isolamento durante a pandemia. Por medida de prevenção, aldeias não estão recebendo pessoas de fora nesse período de descontrolada propagação do vírus. O ISA reuniu algumas vaquinhas online e contas correntes que recebem doações. O...

Apoie indígenas em isolamento durante a pandemia. Por medida de prevenção, aldeias não estão recebendo pessoas de fora nesse período de descontrolada propagação do vírus.  O ISA reuniu algumas vaquinhas online e contas correntes que recebem doações. O objetivo é apoiá-los na compra de equipamentos de proteção, cestas básicas, materiais de higiene e remédios. Outra forma de apoio é cobrar que o Ibama aumente já a fiscalização e a Justiça puna madeireiros, grileiros, garimpeiros. Além de desmatar, estão colocando em risco os povos da floresta e propagando a doença em áreas longe de hospitais ou instalações emergenciais equipadas.    

NACIONAL
1. APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
META: R$ 100 mil
VALOR ARRECADADO: R$ 81,5 mil
http://vaka.me/952341
2. Expedicionários da Saúde:
eds.org.br/coronavirus

SUDESTE
São Paulo
1. Povo Guarani Mbya (SP)
ALDEIA TEKOA ITAKUPÉ
Banco do Brasil
Geni Vidal
CPF 344.089.178-00
ag: 0297-6 | cc: 74870-6
2. Comissão Guarani Yvyrupa
Banco do Brasil
CNPJ: 21.860.239/0001-01
ag: 3560-2 | cc: 25106-2
Mais info: apoiador Adriano Sampaio (11) 95406-4616
3. Co-deputada Chirley Pankará (entrar em contato via Facebook)

Rio de Janeiro
1. Guarani da Bocaina (Paraty)
Nina Taterka Prado
CPF: 052.844.287-22
ag: 1645 | cc: 6409-2
Envie comprovante para (24) 998.567.331 (Fórum de Comunidades Tradicionais)

Minas Gerais
1. Comunidade Maxakali - Água Boa(MG)
Banco do Brasil,
Lucio Maxakali
CPF 074.047.816-80
ag: 0889-3 | cc: 23.282-3
2. Comunidade Maxakali - Terra Indígena do Padrinho(MG)
Banco do Brasil,
Ismail Maxakali
CPF 039-814.696-90
ag: 0889-3 | cc: 24.591-7
3. Povo Indígena Xakriabá - São João das Missões (MG)
http://vaka.me/956218

NORTE
Pará
Indígenas e ribeirinhos de Altamira/Belo Monte
OBJETIVO: 200 famílias
Meta: R$ 40 mil
Arrecadado: R$ 45,5 mil
http://vaka.me/957628

Roraima
Conselho Indígena de Roraima (CIR)
CNPJ: 34.807.578/0001-76
Banco do Brasil
ag: 2617-4 | cc: 8198-1

SUL
Frente Indígena de Combate e Prevenção ao COVID-19
Guarani, Kaingang, Laklãnõ/Xokleng, Xetá e Charrua
https://bit.ly/3dZyQok

Rio Grande do Sul
Centro de referência afroindígena do RS
Caixa Econômica Federal
Alice de Oliveira Martins
CPF: 001.787.150-69
ag: 0844 | cc: 0129447-5

Saiba mais:
“Saiba como ajudar indígenas e povos da floresta no combate ao coronavírus” - ISA Instituto Socioambiental, 25/03/2020: https://bit.ly/2XeAc8L

#isolamento #quarentena #prevenção #apoieindigenas  #fiscalização #garimpeiros #desmatamento

https://bit.ly/2VG2uXa

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Em Roraima, Amapá, Pará e Mato Grosso, garimpeiros não fazem quarentena e lançam-se em nova corrida pelo ouro. “Estas pessoas precisam, urgentemente, serem impedidas de prosseguir, sob pena de se transformarem nos transmissores do coronavírus para os...

Em Roraima, Amapá, Pará e Mato Grosso, garimpeiros não fazem quarentena e lançam-se em nova corrida pelo ouro. “Estas pessoas precisam, urgentemente, serem impedidas de prosseguir, sob pena de se transformarem nos transmissores do coronavírus para os 180 povos que há milênios vivem na Amazônia”, diz Danicley de Aguiar. A presença de milicianos ligados ao garimpo ilegal e o contrabando de riquezas já deveriam ser sinal de alerta para ação rápida de fiscalização. Não é o que se vê. Apenas 20% do ouro extraído vem da mineração legal.  Sem poder contar com fiscalização contra o desmatamento, garimpo ilegal e contrabando de riquezas, indígenas têm pedido um plano de emergência para proteger povos da floresta e avanço do novo coronavírus. Pedem ESVAZIAMENTO DOS GARIMPOS com urgência. De setembro do ano passado até março deste ano, são mais de 16 mil alertas de desmatamento registrados pelo INPE.

Saiba mais:
“Indígenas na Amazônia denunciam aumento de garimpo ilegal durante pandemia” - Deutsche Welle Brasil, 01/04/2020: https://p.dw.com/p/3aJbh
“Grileiros, madeireiros e garimpeiros não fazem home office” - UOL, 31/03/2020: https://bit.ly/2xM906B
“Sem esperar governo, indígenas fecham estradas e expulsam garimpeiros contra coronavírus” - Folha de São Paulo, 03/04/2020:
“O que há no projeto que libera a exploração de terras indígenas”, NEXO, 08/02/2020: https://bit.ly/39DxlZh


Cebola é alimento, condimento e remédio. A humanidade cultiva e usa cebola desde a antiguidade. Crua ou preparada, ela tem papel especial na história da alimentação mundial e na medicina tradicional. É uma planta que nasce em qualquer clima, é fácil...

Cebola é alimento, condimento e remédio. A humanidade cultiva e usa cebola desde a antiguidade. Crua ou preparada, ela tem papel especial na história da alimentação mundial e na medicina tradicional. É uma planta que nasce em qualquer clima, é fácil de plantar e gosta de muita luz durante o dia.

Como plantar em casa?
1. corte a tampinha da cebola com mais ou menos 2cm (tem quem corte ao meio);
2. coloque essa muda em copo de vidro com água para estimular o crescimento das raízes (as raízes devem encostar na água; deixar por alguns dias até as raízes ficarem bonitas);
3. durante esses dias de espera, prepare algum vaso com mais ou menos 30cm de profundidade para receber a nova muda;
4. plante <3 quando tiver mais que uma muda, dê um espaço de 20cm entre elas ou plante em vasos separados;

Cada muda lhe dará entre 3-5 cebolas em 4-6 meses. Se você consome muito mais que isso, plante mais mudas ou encontre um canteiro para cultivar.

Para quem prefere o uso de sementes, legal lembrar que essas plantas vão gerar sementes. Mas se preferir comprar sementes (escolha orgânicas), o plantio é por semeadura direta, distribuindo sementes no vaso com terra preparada.

Saiba mais:
“Como plantar Cebola, Veja nossa incrível colheita no Sítio!” - Vida Verde, 03/01/2020: https://youtu.be/djabbYpANNg
“Como cultivar cebolas da forma mais fácil do mundo!” - Pomar e Horta em Vasos, 24/06/2018: https://youtu.be/EZVn5dSsq-Y

#cebola #plantarcebola #cebolaEmVaso

https://bit.ly/2XSonoS

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Será que a lagarta sabe que vai virar borboleta? Silenciosas metamorfoses da vida! Ovo > lagarta > pupa > borboleta! Nos casulos, durante momento de total repouso, acontece a grande transformação da pupa, que ganha asas grandes e leves. Voam com...

Será que a lagarta sabe que vai virar borboleta? Silenciosas metamorfoses da vida! Ovo > lagarta > pupa > borboleta! Nos casulos, durante momento de total repouso, acontece a grande transformação da pupa, que ganha asas grandes e leves. Voam com delicada beleza, gostam de flores. As borboletas tem valor econômico, ambiental, científico e estético. Na natureza, indicam a saúde do ecossistema, ajudam na polinização e no controle de pragas.

Saiba mais:
“Why butterflies matter”: https://butterfly-conservation.org/45/why-butterflies-matter.html
Ciclo de Vida da Borboleta - Aula para dar em casa: https://bit.ly/3aE3Qb6

#borboleta #metamorfose #valorambiental #polinizadoras

https://bit.ly/2XR1NNC

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Estudo internacional mostra que territórios protegidos por povos nativos são exemplos no combate às mudanças climáticas e ao desmatamento. O relatório revela:
✓ Quando os povos indígenas e comunidades tradicionais não têm direitos legais ou têm...

Estudo internacional mostra que territórios protegidos por povos nativos são exemplos no combate às mudanças climáticas e ao desmatamento. O relatório revela:
✓ Quando os povos indígenas e comunidades tradicionais não têm direitos legais ou têm direitos enfraquecidos, suas florestas ficam vulneráveis ao desmatamento;
✓ Quando o governo garante direitos aos povos nativos, o país consegue reduzir o desmatamento;
✓ Entre 2000 e 2012, o desmatamento em reservas tradicionais e indígenas na Amazonia foi de 0,6%. Nas áreas vizinhas e desocupadas, o desmatamento foi de 7%.

Leia o relatório completo:
“Garantindo direitos, combatendo a mudança climática: como Fortalecer os Direitos Florestais Comunitários” - http://bit.ly/2VYGOsihttp://goo.gl/4dCjyThttp://bit.ly/2Ewns33

Saiba mais:
“‘Indigenous people are the best park rangers” - The Guardian, abr/2017: http://bit.ly/2YKvOf5
“Garantir terras para indígenas na Amazônia poderia render US$ 1 trilhão ao Brasil”, Estadão, out/2016: http://bit.ly/2K2U3ks
“Criando mapas para refletir a geografia indígena” - Google: https://goo.gl/JF3PcW
“Por que o Google Maps agora identifica terras indígenas” - Nexo Jornal, 03/07/2017: https://goo.gl/ZKwZka


 
 
Quantos de nós plantamos algum alimento? Podemos plantar mais! É possível plantar em vasos, em varandas, em quintais, em canteiros, áreas verdes de prédios, em terrenos baldios, em parques. Não são os outros que precisam começar a plantar, somos nós...

Quantos de nós plantamos algum alimento? Podemos plantar mais! É possível plantar em vasos, em varandas, em quintais, em canteiros,  áreas verdes de prédios, em terrenos baldios, em parques. Não são os outros que precisam começar a plantar, somos nós que precisamos plantar. Temos essa capacidade. Vamos cultivar. Quantas das plantas que a gente vê nas ruas que são de comer? Para quem tem quintais, a imaginação e a pesquisa podem render muitos frutos. O que você já plantou? O que deu certo? Para quem tem vasos e varandas, as possibilidades também são gostosas de comer. Em quintais, podemos cultivar macaxeira, feijão, abóbora, milho, cará, mamão, banana, feijão, frutas…  Podemos cultivar. Até para quem tem varandas é possível cultivar. Cuidar e fazer crescer a própria rúcula, couve, alface, tomate, manjericão, quiabo, pimentas, pimentão…  Vamos cultivar. E sem veneno <3

Para quem gostaria de ter uma introdução antes de começar, o Instituto Pindorama dará um curso online sobre produção em pequenos espaços e áreas urbanas, produção em sistemas baldios e quintais.

Saiba mais:
Workshop de permacultura em situações de colapso - Instituto Pindorama: https://bit.ly/2WRCJFM


A APIB já fez uma nota com várias medidas que precisam ser adotadas pelo governo federal, dentre elas proteger os territórios em todas as fases de regularização, proibir contato com os povos isolados, coibir presença de invasores, impedir acesso de...

A APIB já fez uma nota com várias medidas que precisam ser adotadas pelo governo federal, dentre elas proteger os territórios em todas as fases de regularização, proibir contato com os povos isolados, coibir presença de invasores, impedir acesso de pessoas que não sejam do sistema de saúde, disponibilizar kits de testagem para aldeias, antecipar vacinação para os povos indígenas. Sonia Guajajara explica porque as medidas de quarentena e isolamento são fundamentais para os povos indígenas: “O modo de vida comunitário dos indígenas, a falta de estrutura de saúde para atendimento nas aldeias, pode facilitar a rápida propagação do vírus em nossos territórios caso tenha alguém confirmado”. E pede: “Parentes, fiquem nas aldeias e não recebam nenhuma visita que não seja extremamente necessária. E vocês, visitantes, amigos, que gostam de nós e querem apoiar, contribuam com esse isolamento social, compartilhem nossa campanha”. Para concluir, manda um recado para os estudantes e indígenas que estavam longe de casa quando tudo isso começou: “É claro que vocês podem voltar para suas aldeias, que você pode chegar em casa, mas antes de chegar, por favor, faça uma quarentena antes de entrar na aldeia. Essa é a melhor forma de você voltar a ficar perto de sua família e de seus amigos mais rápido”.

Saiba mais:
Pedido de Sonia Guajajara em vídeo: https://www.instagram.com/p/B-IXKhSF_fk/
Nota da APIB: “Nota da APIB: Governo deve apresentar plano de prevenção e atendimento para evitar riscos de contaminação de Coronavírus nos territórios indígenas”, 20/03/2020: https://bit.ly/2UE5frC
“Consequência será o genocídio” - Deutsche Welle Brasil, 21/03/2020: https://p.dw.com/p/3ZqWs



 
 
O prefeito Bruno Covas pegou licença de dois dias na sexta 13. Pois dia 14, sábado, o prefeito em exercício, Eduardo Tuma (PSDB), vetou a criação do Parque Bixiga. O veto foi publicado no Diário Oficial no sábado! É muita sacanagem aproveitar o...

O prefeito Bruno Covas pegou licença de dois dias na sexta 13. Pois dia 14, sábado, o prefeito em exercício, Eduardo Tuma (PSDB), vetou a criação do Parque Bixiga.  O veto foi publicado no Diário Oficial no sábado! É muita sacanagem aproveitar o momento crítico com a disseminação de corona vírus na capital (quando a sociedade precisa ficar em casa) para vetar a criação do Parque Bixiga! São 40 anos de movimento para conquistar um parque no Bexiga. A criação do parque tinha sido aprovada em segunda votação na Câmara de SP em fevereiro deste ano.

Saiba mais:
“Prefeito em exercício, Tuma veta criação do Parque Bixiga”, G1, 14/03/2020: https://glo.bo/3d68Nva
“Prefeito de São Paulo, Bruno Covas irá se licenciar por dois dias”, http://bit.ly/2TXpaTk
“Após 40 anos de disputa por terreno, projeto de criação do Parque Bixiga é aprovado em segunda votação na Câmara de SP” - G1, 12/02/2020: https://glo.bo/2TX1VZr
A luta de 40 anos - Marília Gallmeister: http://bit.ly/3b1At2g

Precisamos impedir juntos a savanização da maior floresta tropical do mundo. São cientistas do mundo inteiro, em coro, alertando sobre o que está acontecendo: a expansão do agronegócio e da mineração na Amazônia afetam para sempre o ciclo hidrológico...

Precisamos impedir juntos a savanização da maior floresta tropical do mundo. São cientistas do mundo inteiro, em coro, alertando sobre o que está acontecendo: a expansão do agronegócio e da mineração na Amazônia afetam para sempre o ciclo hidrológico que mantém a própria floresta em pé. Círculo vicioso: “as perdas florestais intensificam a seca o que levam a menos florestas que geram mais secas e assim por diante”, confirma Delphine Zemp, do instituto alemão Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático. Assim também escreveu o cientista Carlos Nobre, em pesquisa publicada na Science Advances para mostrar que não está longe da maior floresta tropical do mundo virar savana. Se desmatar mais um pouco, o efeito dominó de desertificação será irreversível. São alertas e mais alertas que corroboram a compilação de estudos científicos feita pelo pesquisador Antonio Nobre, do INPE, que mostra a importância da floresta para o ciclo de água da própria região e também para o continente.

Saiba mais:
“O Futuro Climático da Amazônia”, INPE - Antonio Nobre - http://goo.gl/9kLTRa

“The Amazon is approaching a point of no return - but it’s not too late” - World Economic Forum: https://bit.ly/2Qoql9U

“Parte da Amazônia pode deixar de ser floresta, afirma estudo”, JN: https://glo.bo/2PJ6TYx

“A Amazônia não está longe de virar savana”, Carlos Nobre, Isto É: https://bit.ly/2I2oTWV

“Amazon Tipping Point” - Science Advances,
Thomas E. Lovejoy e Carlos Nobre: https://bit.ly/2CeV6ei


Justiça Federal e Funai, contamos com vocês para fazer infratores cumprirem a Constituição Federal. A construtora Tenda desmatou área de mata nativa, sem ter consultado indígenas e Funai, derrubando 4000 árvores. Lá, a Tenda quer construir prédios de...

Justiça Federal e Funai, contamos com vocês para fazer infratores cumprirem a Constituição Federal. A construtora Tenda desmatou área de mata nativa, sem ter consultado indígenas e Funai, derrubando 4000 árvores. Lá, a Tenda quer construir prédios de luxo com vista para aldeias. Os indígenas das sete aldeias do território dos Guarani Mbya, da TI Jaraguá pedem que qualquer obra mantenha no mínimo 10km da Terra Indígena e pede que seus direitos sejam respeitados conforme Constituição Federal e Convenção n° 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais. O povo Guarani tomou conhecimento da obra apenas em dezembro do ano passado e não foi através da construtora e sim das máquinas que derrubaram a floresta. O país é uma democracia e todos (inclusive ricos donos de construtoras) estão sob uma mesma Constituição, sendo todos os brasileiros igualmente protegidos e legislados por ela. Esperamos que a Funai, a Justiça Federal façam cumprir a nossa Lei Maior, zelando pela democracia do país.

Saiba mais:
“PM acompanha reintegração de posse em área de mata nativa em SP ocupada por indígenas”, G1, 10/03/2020: https://glo.bo/338S3ih
“Construtora avança sobre área tradicional Guarani Mbya na TI Jaraguá e derruba 4 mil árvores” - CIMI, 30/01/2020: http://bit.ly/2UN3IB5
“Será um monte de brancos olhando para nós de cima de prédio”, protesta liderança Guarani do Jaraguá”- A Pública, 07/02/2020: http://bit.ly/2uEcoPt
“Ato com moradores das aldeias Guaranis do Jaraguá com plantio de mudas” - http://bit.ly/3buTXgV

[PECUARIZAÇÃO DA RESEX CHICO MENDES] A área de floresta perdida dentro da Resex Chico Mendes cresceu 203% no ano passado. São 74,5 km2 derrubados dentro da unidade de conservação que é símbolo de toda uma história de conquistas pelo meio ambiente e...

[PECUARIZAÇÃO DA RESEX CHICO MENDES] A área de floresta perdida dentro da Resex Chico Mendes cresceu 203% no ano passado. São 74,5 km2 derrubados dentro da unidade de conservação que é símbolo de toda uma história de conquistas pelo meio ambiente e pelos povos da floresta. O maior desmatamento desde o início do monitoramento do Prodes. Estamos falando de GRILAGEM, VENDA ILEGAL DE LOTES DA UNIÃO, de DESMATAMENTO, de PASTOS, CERCAS e muito BOI. Dentro da resex.

As omissões do Estado e dos poderes para fazer valer a Constituição Federal, para punir desmatadores e grileiros na Amazônia e punir também todos aqueles que agem como se estivessem acima da lei têm sido um convite ao crime. Na Amazônia, o resultado da inação e imparcialidade da justiça é a transformação acelerada da floresta em pasto. A falta de justiça também resulta em violência contra moradores nativos, em assassinatos de lideranças, em desrespeito às associações comunitárias, em clima de ódio contra movimentos da sociedade civil, na insegurança de ativistas e imprensa. Como proteger a Amazônia em tal ambiente? Ficamos assim, querendo acreditar que vivemos todos sob a mesma lei e somos submissos à Constituição Federal, mas assistindo a chegada de caubóis e garimpeiros acompanhados de milícias contra povos da floresta, bichos e plantas.

A moradora nascida na resex Luzineide Marques da Silva fala: “Isso é o maior crime que aconteceu na face da Terra. Se a Resex continuar indo nesse ritmo, vai estar toda no chão. Só as famílias tradicionais, que nunca venderam um pedaço de chão, que nunca tiveram a cabeça pra criar boi é que vão manter suas condições em pé e talvez podem até ser mortas porque vão invadir.”

Em belíssima reportagem, Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida escrevem sobre o que está acontecendo hoje no Acre.

Saiba mais:
“A Segunda Morte de Chico Mendes”, em Amazônia sob Bolsonaro: os desafios para manter a floresta em pé - Folha de São Paulo, 06/03/2020:
http://bit.ly/3ayyT7N

http://bit.ly/2ISFezn

 
 
Através das nervuras no limbo das folhas que a seiva circula, permitindo a troca de água e nutrientes entre as folhas, o caule e o resto da planta. São as nervuras também que formam o “esqueleto” de sustentação da folha. Principais tipos:
- nervação...

Através das nervuras no limbo das folhas que a seiva circula, permitindo a troca de água e nutrientes entre as folhas, o caule e o resto da planta. São as nervuras também que formam o “esqueleto” de sustentação da folha. Principais tipos:
- nervação peninérvea: uma rede delgada de nervuras secundárias que nascem a partir da nervura central, seguindo uma disposição alternada ou oposta;
- nervação paralelinérvea: as nervuras principais correm paralelas entre si ao longo da folha, desde o extremo basal até ao distal;
- nervação palminérvea: há mais de uma nervura principal que nasce da base foliar (também conhecida como nervação palmada ou digitada).

Saiba mais:
Folha - Anatomia vegetal: http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/pdf-recursos-didaticos/morfvegetalorgaFOLHA.pdf

#anatomiavegetal #nervação #folhas

https://www.facebook.com/arvoresertecnologico/photos/a.501991869943424/1688831071259492/?type=3&theater


 
O Mato Grosso é privilegiado com três biomas: tem floresta amazônica, tem cerrado e tem pantanal. Acontece que o terceiro maior estado do país tem também uma estrutura econômica fortemente ligada ao agronegócio. Poucos podem se gabar dos recordes das...

O Mato Grosso é privilegiado com três biomas: tem floresta amazônica, tem cerrado e tem pantanal. Acontece que o terceiro maior estado do país tem também uma estrutura econômica fortemente ligada ao agronegócio. Poucos podem se gabar dos recordes das exportações de soja e boi quando o que fica para os habitantes é destruição ambiental, com muita fumaça, novas secas e toneladas de veneno. O índice de degradação é assustador e o estado segue nos piores rankings de desmatamento ilegal. O INPE estima que foram derrubados 14,5 milhões de hectares da floresta amazônica matogrossense e 4,5 milhões de hectares de cerrado. Com a expansão das monoculturas de soja/milho, hoje, no MT, a exposição da população a agrotóxicos é 10 vezes maior que a média nacional. Grandes latifúndios dominam o mapa. Grãos invadiram as regiões de savana e pantanal (por causa, também, da moratória da soja na floresta), enquanto o boi, sem moratória, penetrou as regiões amazônicas em um sistema extensivo de baixa produtividade. O pequeno produtor familiar foi sendo esmagado, envenenado, ficando sem saída. Nas últimas décadas, um processo de urbanização acelerado levou 80% da população para as cidades.

Saiba mais:
“Exposição a agrotóxicos em MT é quase 10 vezes maior do que média nacional” - Abrasco, 09/04/2019: http://bit.ly/2XvGmT4
“Maior parte do desmatamento da Amazônia no Mato Grosso é ilegal” - 11/12/2019: http://bit.ly/2vzHKYi
“Land use and cover maps for Mato Grosso State in Brazil from 2001 to 2017”- Nature, 27/01/2020: https://go.nature.com/2vKXrf0
“No Brasil, 2 mil latifúndios ocupam área maior que 4 milhões de propriedades rurais” - Brasil de Fato, 26/07/2018: http://bit.ly/3cCOyEX
“Dinâmica migratória e o processo de
ocupação do Centro-Oeste brasileiro:
o caso de Mato Grosso”: http://bit.ly/3cxL8mZ


O estrago social e ambiental que o garimpo provoca na Amazônia é irreparável. Estamos falando de ecocídio. Silenciar sobre o que está acontecendo é consentir com a matança que vem pela frente, além da destruição da floresta. Indígenas isolados estão...

O estrago social e ambiental que o garimpo provoca na Amazônia é irreparável. Estamos falando de ecocídio. Silenciar sobre o que está acontecendo é consentir com a matança que vem pela frente, além da destruição da floresta. Indígenas isolados estão na mira de espingardas. Estamos falando de ações que estão acontecendo agora, de criminosos soltos e armados que se sentem acima da Constituição Federal. Hoje, são mais de 2 mil pontos de garimpo ilegal na Amazônia com uma milícia de mais de 20 mil homens.  

IMPACTO AMBIENTAL: PERDA INCOMENSURÁVEL PARA O PAÍS
Desmatamento, degradação ambiental, fragmentação de habitats, ruptura de ecossistemas existentes, perda de biodiversidade, despejo de toneladas de rejeitos com elevados níveis de metais pesados, erosão, contaminação do solo, contaminação da água superficial e subterrânea.

IMPACTO SOCIAL: DESTRUTIVO PARA COMUNIDADES
Violência contra povos da floresta, assassinatos de indígenas isolados, adoecimento de nativos por contaminação, ruptura da dinâmica social das comunidades amazônicas em dimensão intergeracional, fragilização, trabalho escravo, trabalho infantil, negligência e negação dos direitos dos povos originários.

Saiba mais:
Amazonia Saqueada - 2 mil pontos de garimpo ilegal na Amazônia, http://bit.ly/2Ifle9w; mapa interativo: http://bit.ly/3csVoNn
Davi Kopenawa: “Os garimpeiros, sem dúvida, vão matar os índios isolados na área Yanomani”, El País, 03/03/2020: http://bit.ly/2vzjUeY
“Garimpo em terra indígena produzirá danos incomensuráveis para o Brasil” - Carta Campinas, 10/02/2020: http://bit.ly/2VGIa9N


Criminosos fortemente armados estão invadindo terras indígenas demarcadas na Amazônia. “As leis no Brasil não estão sendo respeitadas nem pelas autoridades brasileiras”, Davi Kopenawa alertou o mundo hoje no Conselho de Direitos Humanos das Nações...

Criminosos fortemente armados estão invadindo terras indígenas demarcadas na Amazônia. “As leis no Brasil não estão sendo respeitadas nem pelas autoridades brasileiras”, Davi Kopenawa alertou o mundo hoje no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra. Segundo ele, uma milícia de 20 mil garimpeiros está invadindo todos os territórios indígenas. Essa semana:

AMAPÁ, Terras Wajãpi - cerca de 50 garimpeiros com metralhadoras invadiram e ocuparam aldeia Mariry a 200km de Macapá, matando dois caciques. Essa é a primeira invasão violenta desde a demarcação, há 30 anos.

RORAIMA, TI Raposa do Sol - centenas de garimpeiros estão ocupando ilegalmente a área que fica na fronteira com Guiana. Essa é a primeira invasão depois de 11 anos, quando a terra indígena foi  demarcada.

Saiba mais:
“Garimpeiros invadem aldeia Waiãpi e matam indígena - conflito pode levar a um banho de sangue”, 01/03/2020:  http://bit.ly/39rTw5L
“Raposa Serra do Sol registra primeira invasão garimpeira desde demarcação”, Folha de S. Paulo, 28/02/2020: http://bit.ly/2wpGoPy
“ONU e indígenas pressionam por veto a projeto de mineração de Bolsonaro” - UOL, 02/03/2020: http://bit.ly/38m6qAU


[PARÁ] Dentro da Floresta Estadual do Parú pesquisadores encontraram a árvore mais alta da Amazônia brasileira! Em artigo publicado na revista científica Frontiers in Ecology and the Environment, a estrela foi um pé de Angelim Vermelho (Dinizia...

[PARÁ] Dentro da Floresta Estadual do Parú pesquisadores encontraram a árvore mais alta da Amazônia brasileira! Em artigo publicado na revista científica Frontiers in Ecology and the Environment, a estrela foi um pé de Angelim Vermelho (Dinizia excelsa) com 88m de altura, mais ou menos a altura de um prédio de 24 andares.  Uma ta-tataravó de 400 anos. O achado emociona diante da crise ambiental que a região vive. O Pará é o estado que mais tem sido desmatado na Amazônia Legal, inclusive perdendo mata nativa de áreas protegidas. Mais de 50% da floresta amazônica paraense já está no chão.

Saiba mais:
Manual de Sementes da Amazonia -Angelim Vermelho Dinizia excelsa Ducke - INPA: http://bit.ly/32AhOrr
“Pesquisadores encontram árvore mais alta da Amazônia e dizem que ‘até o momento’ está salva das queimadas”, G1, 01/09/2019: https://glo.bo/3cg39WM
“Cerca de 47% da área de floresta devastada no Brasil em dezembro fica no Pará, segundo estudo do Imazon” - G1, 28/01/2020: https://glo.bo/2wOoiaf
“Pará é o estado com maior índice de desmatamento da Amazônia Legal”, G1, 28/02/2019: https://glo.bo/2uIeXjK


“Locavorismo” é a prática de comprar produtos e alimentos produzidos e cultivados o mais perto possível da gente. Vamos listar abaixo as principais vantagens ambientais, sociais e econômicas deste movimento mundial:
1. Ao comprar alimentos cultivados...

“Locavorismo” é a prática de comprar produtos e alimentos produzidos e cultivados o mais perto possível da gente. Vamos listar abaixo as principais vantagens ambientais, sociais e econômicas deste movimento mundial:

1. Ao comprar alimentos cultivados ou produzidos no seu entorno, você ajuda a manter áreas verdes de produção familiar como sítios e chácaras;
2. Você promove uma rede de abastecimento de curta distância, o que garante além de alimentos muito mais frescos e com menos conservantes no seu prato, também muito menos poluentes gerados em transportes por caminhão ou avião;
3. Você pode conhecer pessoalmente os produtores de alimentos e saber como eles cultivam, se usam ou não agrotóxicos, escolher aqueles que tem uma produção mais natural e ecológica, aprender sobre as frutas, verduras e legumes de cada estação, alimentando-se de maneira bem mais saudável.

Leia também:
“O ativismo alimentar na perspectiva do Locavorismo” - Scielo, agosto/2014 https://bit.ly/2LEDny3


As folhas têm funções na fotossíntese, na respiração e transpiração das plantas e na condução e distribuição de seiva. Na morfoanatomia vegetal, quando o limbo é único as folhas são simples, como as folhas de um pé de louro, da laranjeira, da...

As folhas têm funções na fotossíntese, na respiração e transpiração das plantas e na condução e distribuição de seiva. Na morfoanatomia vegetal, quando o limbo é único as folhas são simples, como as folhas de um pé de louro, da laranjeira, da mangueira, do cajueiro. Já na maioria das folhas largas, quando o limbo está dividido em folíolos, temos as folhas compostas que aparecem nos seguintes formatos: bifoliolada como no jatobá, trifoliolada como na seringueira e no feijão, digitada ou palmada como a palmeira-rápis, pinada como no ingá e bipinada como no pé de flamboyant.

Saiba mais:
Folha - Anatomia Vegetal: https://bit.ly/2Honqg4

http://bit.ly/39qFYY1


21-22 SEX-SAB | Está ou vai para a Bahia perto de Porto Seguro? De sexta para sábado, participe de vigília na aldeia do Pé do Monte Pascoal, em apoio ao povo Pataxó, para defender a floresta do histórico morro, que é Parque Nacional e Terra Indígena....

21-22 SEX-SAB |  Está ou vai para a Bahia perto de Porto Seguro? De sexta para sábado, participe de vigília na aldeia do Pé do Monte Pascoal, em apoio ao povo Pataxó, para defender a floresta do histórico morro, que é Parque Nacional e Terra Indígena. A vigília será na própria aldeia para protestar contra a extração ilegal de madeira da Unidade de Conservação. Quem estiver viajando pelo sul da Bahia, pode se achegar e participar também.

Sem fiscalização federal há mais de 3 anos, os caciques Pataxó começaram a vigiar a guarita principal de entrada no parque para bloquear caminhões de madeira.  "O parque não está fechado para os visitantes, nem para os parentes e moradores das aldeias, não está fechado para o carro do ICMBio, do IBAMA nem da Polícia Federal. Nós fechamos a porta para os carros madeireiros”, conta o cacique Braga em reportagem de O Eco.

Teria sido o Monte Pascoal a primeira porção do Brasil avistada por Cabral. Sim, é meio bizarro a gente acreditar nisso (imaginar qualquer navegante ver uma praia e dizer que descobriu um país), mas é o que engolimos na aula de história desde crianças. Em 22 de abril de 1500…  Desde 1961, o monte localizado no sul da Bahia a 60km de Porto Seguro foi transformado em Parque Nacional aberto a visitação com consentimento dos índios Pataxó.

Saiba mais:
“Monte Pascoal: organizada vigília em apoio aos indígenas contra extração ilegal de madeira” - O ECO, 18/02/2020: http://bit.ly/2V4huPR
“Indígenas se mobilizam para travar extração ilegal de madeira no Parque Nacional do Monte Pascoal” - O ECO, 12/02/2020: http://bit.ly/3c1qhbA


 
CERRADO
Ciclo de EXPANSÃO DA SOJA no Cerrado, com desmatamento e uso de terra degradada por pastagem.
1. A partir de 2006, a Moratória da Soja compromete mercado a não adquirir e nem financiar soja em áreas desmatadas da Amazonia*;
2. Donos de...

CERRADO
Ciclo de EXPANSÃO DA SOJA no Cerrado, com desmatamento e uso de terra degradada por pastagem.
1. A partir de 2006, a Moratória da Soja compromete mercado a não adquirir e nem financiar soja em áreas desmatadas da Amazonia*;
2. Donos de fazendas de criação bovina vendem suas terras para produtores de soja crescerem no Cerrado e avançam para o norte;
2. O boi faz a farra na Amazônia.

*mesmo com a Moratória da Soja, desde 2014 a soja passou a avançar na floresta. Hoje, mais de 13% do plantio nacional da commodity vem da Amazônia.

AMAZONIA
Ciclo de EXPANSÃO DE PASTAGEM na Amazonia. A produção bovina, que já vinha avançando pelo bioma desde 1999, marca um CRESCIMENTO de 74% na floresta para abertura de pasto nos últimos 30 anos. Atualmente, de cada 10 hectares desmatados na Amazonia, 7 viram pasto e 3 são abandonados. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) falam que 80% da perda de floresta na Amazônia brasileira está direta ou indiretamente ligada à pecuária.

Sem Moratória do Boi, o próprio governo disponibilizou crédito para o crescimento do setor pecuário na Amazonia, com investimento público na JBS (produção de carne), Bertin (couro) e Marfrig (comercialização de produto bovino). Atualmente, cerca de 40% do gado no país está nos Estados amazônicos.

Saiba mais:
“Recuperar áreas de pastagem pode reduzir emissões de gases e impactos da pecuária para o clima, diz estudo” - set/2019, G1: https://glo.bo/2udTkHO
“Amazônia: O que ameaça a floresta em cada um de seus 9 países?” - fev/2020, BBC: https://bbc.in/39Pmn3D
“A farra do boi na Amazonia” - Greenpeace, 2016: http://bit.ly/38GsXZU
“Área de cultivo de soja na Amazônia quadruplicou desde 2006” - O ECO, jan/2018: http://bit.ly/3bOpWZD
“Cumplicidade na destruição” - PDF completo: http://bit.ly/2kcLd9s
Marcas ligadas ao desmatamento: http://bit.ly/38GxBHh


 
“Muitas pessoas acham que para compensar o que perdemos na Amazônia basta plantar árvores em outros lugares. Mas isso está errado”, diz Erika Berenguer, Universidade de Oxford. Desmatar 1 hectare de floresta amazônica é muito mais que derrubar três...

“Muitas pessoas acham que para compensar o que perdemos na Amazônia basta plantar árvores em outros lugares. Mas isso está errado”, diz Erika Berenguer, Universidade de Oxford. Desmatar 1 hectare de floresta amazônica é muito mais que derrubar três centenas de árvores e uma centena de plantas epífitas. De acordo com estudos científicos da Universidade de Lancaster e da Rede Amazônia Sustentável, ao derrubar 1ha de floresta você tira a casa de 160 pássaros, 10 primatas, 33 anfíbios, 44 peixes, 22 répteis e extermina 1 bilhão de indivíduos invertebrados no solo. Lembrando que muitas espécies só existem na Amazônia e a floresta é uma comunidade cheia de conexões, onde plantas e animais coexistem. "Devemos considerar a floresta como um organismo complexo. Você não olha para a sua bexiga como se fosse algo separado de seu corpo. Como poderíamos tirar um passarinho da floresta e dizer que eles não são floresta, mas certa árvore é floresta. Aqui e ali há inter-conexões físicas e funcionais nas quais os elementos se unem em uma malha” - Bill Mollison.

Saiba mais:
“Como a destruição da Amazônia vai além do desmatamento” - BBC News, 13/02/2020: https://bbc.in/38AJnDj

 
 
 
BOLSA-AGROTÓXICO: Nada justifica 60% de desconto do governo para comércio de veneno no Brasil. Agrotóxicos geram doenças, mortes e degradação ambiental. Os custos socioambientais para o Brasil com o uso de tanto veneno são gigantescos...

BOLSA-AGROTÓXICO: Nada justifica 60% de desconto do governo para comércio de veneno no Brasil. Agrotóxicos geram doenças, mortes e degradação ambiental. Os custos socioambientais para o Brasil com o uso de tanto veneno são gigantescos (http://bit.ly/38oqvXN). Só no Paraná, o governo teve um prejuízo médio de quase 40 milhões só com intoxicação aguda de trabalhadores rurais. No Rio Grande do Sul (https://bbc.in/39AANEJ) e Mato Grosso (https://glo.bo/2OPp9xP) já se fala em epidemia de câncer. Nos EUA, estima-se que o custo social com uso de agrotóxicos chega a 11,6 bilhões anuais. Ora veja, no Brasil, além de envenenar o solo, as águas, os alimentos, os trabalhadores rurais, os brasileiros, além de deixar o produtor rural endividado e dependente, a bancada ruralista conseguiu uma bolsa-veneno para não pagar impostos.  Estudo feito por cientistas da Fiocruz e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que os Estados deixam de arrecadar com impostos no comércio de venenos estrangeiros cerca de 10 bilhões por ano. Essas isenções de impostos para as farmacêuticas e marcas de venenos agrícolas mais poderosas do mundo é injustificável. (http://bit.ly/37kXFq9)

Saiba mais:
“Uma política de Incentivo fiscal a
agrotóxicos no Brasil é injustificável e insustentável” - Abrasco, 2020: http://bit.ly/38oqvXN
“‘Bolsa-agrotóxico’: empresas recebem isenções de impostos de R$ 10 bilhões ao ano” - A Pública, 12/02/2020: http://bit.ly/37kXFq9
“‘Epidemia de câncer’? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque”- BBC Brasil - https://bbc.in/39AANEJ
“Em média 1,13 pessoa recebeu diagnóstico de câncer de mama por dia em MT em 2018” - G1, 2019: https://glo.bo/2OPp9xP


Construtora Tenda desmata área próxima ao Pico do Jaraguá e derruba 4000 árvores. Os indígenas das sete aldeias do território dos Guarani Mbya, da TI Jaraguá, não foram sequer consultados e pedem que qualquer obra mantenha no mínimo 10km da área de...

Construtora Tenda desmata área próxima ao Pico do Jaraguá e derruba 4000 árvores. Os indígenas das sete aldeias do território dos Guarani Mbya, da TI Jaraguá, não foram sequer consultados e pedem que qualquer obra mantenha no mínimo 10km da área de proteção, conforme Constituição Federal. Em protesto, o povo Guarani ocupou a área desmatada para rezar pelas árvores caídas e replantar centenas de mudas nativas. Sem apresentar estudo de impacto, a Tenda já vende apartamentos na planta do condomínio que prevê cinco torres em uma área de 8 mil metros quadrados de reserva. O povo Guarani tomou conhecimento da obra apenas em dezembro do ano passado.  

Saiba mais:
“Construtora avança sobre área tradicional Guarani Mbya na TI Jaraguá e derruba 4 mil árvores” - CIMI, 30/01/2020: http://bit.ly/2UN3IB5
“Será um monte de brancos olhando para nós de cima de prédio”, protesta liderança Guarani do Jaraguá”- A Pública, 07/02/2020: http://bit.ly/2uEcoPt
“Ato com moradores das aldeias Guaranis do Jaraguá com plantio de mudas” - http://bit.ly/3buTXgV


Bolsonaro encaminhou projeto de lei ontem, dia 06/02, para permitir MINERAÇÃO e plantio de SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS na Amazonia, colocando na mira Terras Indígenas e, obviamente, toda biodiversidade da floresta. Espalhar sementes de outro...

Bolsonaro encaminhou projeto de lei ontem, dia 06/02, para permitir MINERAÇÃO e plantio de SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS na Amazonia, colocando na mira Terras Indígenas e, obviamente, toda biodiversidade da floresta. Espalhar sementes de outro lugar, não nativas, transgênicas até o solo virar areia.  A soja já ocupa ilegalmente e destruiu 47,3 mil hectares de floresta-fauna-flora-rios no Mato Grosso, Pará, Maranhão e Rondônia. Em 10 anos, as grandes mineradoras também já derrubaram mais de 12 mil km2 de floresta amazônica de forma ilegal. Isso fora a poluição das águas com metais pesados e agrotóxicos. Ao governo cabe fiscalizar e punir desmatadores e poluidores para que a Amazônia permaneça viva, mas o que se vê é o oposto: um governo que os ajuda.  Que futuro é esse que prometem para a Amazonia quando o plano prevê acabar com a floresta e acabar com o modo de vida de seus povos? Quando o plano é atropelar comunidades inteiras em nome de um projeto que não desenvolve a região, não traz saneamento, não traz escolas nem hospitais, mas justamente o oposto, que massacra, expulsa, tira a casa, a família, o modo de vida, a dignidade?  Bolsonaro também assinou decreto para liberar construção de hidrelétricas em comunidades indígenas, permitindo também exploração de petróleo e gás. Dois meses atrás (06/11), o governo já revogou decreto que limitava o cultivo de cana na Amazônia e no Pantanal e defendeu criação de gado em terras indígenas. Um cenário de destruição sem volta. Só no ano passado, foram mais de 160 casos de invasão a terras indígenas. O governo não faz nada para impedir. Relatório internacional da Human Rights Watch (HRW) deu destaque à desastrosa política ambiental atual com o enfraquecimento da fiscalização e punição de práticas ilegais, limitando a ação de servidores públicos e dificultando a aplicação da lei.  

Saiba mais:
“Bolsonaro anuncia projeto que libera mineração em terra indígena” - Valor Econômico, 06/02/2020: https://glo.bo/2S9BcIp
“Projeto de mineração também libera plantio de transgênico em terra indígena” - Folha de S. Paulo, 06/02/2020: http://bit.ly/3bjdNM8
“Temos que criar boi em terra indígena para reduzir preço da carne, diz Bolsonaro” - Folha de S. Paulo, 19/12/2019: http://bit.ly/2SDiTdF
“Governo revoga decreto que colocava limites para a expansão da produção de cana na Amazônia e no Pantanal”, G1, 06/11/2019: https://glo.bo/33CpkBP
“Invasões a terras indígenas disparam sob Bolsonaro, aponta conselho da CNBB”, Folha de S. Paulo, 24/09/2019: http://bit.ly/2SjpWYs
“Há mais de 4 mil requerimentos para explorar 177 áreas indígenas” - UFPB, 07/2019: http://bit.ly/2Sp3YDE
“Bolsonaro enfraquece agências ambientais e reduz fiscalização na Amazônia, diz relatório anual da Human Rights Watch” - G1, 14/02/2019: https://glo.bo/35Q7Nq1
“Floresta paga o preço pela crise vivida pelo país” - Valor Econômico, 18/02/2018: https://goo.gl/6Jbgnk
“Amazon Mining Devastation Spreads far Beyond Leased Areas” - Earther, out/2017: https://goo.gl/T6m7fr
“Mineração foi responsável por 9% do desmatamento da Amazônia entre 2005 e 2015” - Agência Estado, out/2017: https://goo.gl/qVuM4K
“Ministro de Minas e Energia diz que governo avalia autorizar mineração em terra indígena”, Folha de S.Paulo, 04/03/2019: https://bit.ly/2ERgs1d
“Em terra de índio, a mineração bate à porta” https://bit.ly/2PTCH9w


Os 25 maiores destruidores da Amazônia estão entre as pessoas mais ricas e poderosas do Brasil. Desmatam e mandam matar quem atrapalha seu caminho. São multados, dão risada e conseguem cancelar suas multas na Justiça. São 34 bilhões de multa não...

Os 25 maiores destruidores da Amazônia estão entre as pessoas mais ricas e poderosas do Brasil. Desmatam e mandam matar quem atrapalha seu caminho. São multados, dão risada e conseguem cancelar suas multas na Justiça. São 34 bilhões de multa não pagas só por essas 25 pessoas, o que equivale a mais de dez vezes o orçamento do IBAMA ou 21 anos do orçamento do Ministério do Meio Ambiente. Impunes, esses desmatadores são também caloteiros. Entre os maiores criminosos que devem para todos os brasileiros estão figurões do agronegócio e da siderurgia, um dono de banco de investimento, políticos, um dono de destilaria condenada por trabalho escravo de mais de mil pessoas e donos de madeireiras. Os nomes estão na reportagem (http://bit.ly/2SkEKGr), mas o que interessa é entender o óbvio: a riqueza da Amazônia está na floresta em pé. Ao destruir a floresta, o que sobra é um solo pobre e falta de chuva para a próprio bioma e para o resto do país.

Saiba mais:
Os desmatadores - Bilionários e políticos destruidores da Amazônia: The Intercept Brasil, 31/01/2020: http://bit.ly/2SkEKGr
“Esperar solução para pobreza com plantação na Amazônia é dar falsas esperanças” - 22/01/2019: http://bit.ly/2v9Jres


 
Qual atividade pode ser verdadeiramente sustentável dentro de um sistema de destruição planetária globalizado? Ailton Krenak fala da insustentabilidade que vê no mundo de hoje, da exploração inconsequente de recursos finitos, poluição, consumo e...

Qual atividade pode ser verdadeiramente sustentável dentro de um sistema de destruição planetária globalizado? Ailton Krenak fala da insustentabilidade que vê no mundo de hoje, da exploração inconsequente de recursos finitos, poluição, consumo e produção assustadora de todo tipo de lixo. A sociedade está em um circuito predatório e que não fecha a conta. Ele fala dos hábitos de consumo e também da alienação em relação a origem de tudo que a gente precisa para viver. “Ideias para Adiar o Fim do Mundo” faz uma crítica cordial e categórica: estamos fazendo escolhas erradas e construindo nossas próprias armadilhas. “Alguém fala com a Coca-Cola para parar de consumir água do jeito que ela consome para fazer um refrigerante? E depois todas as embalagens e todo o processamento?” Daí traz o exemplo de um indivíduo conserva água, muda hábitos e que a indústria mesmo faz uma manipulação de que uma pessoa fazendo isso vai mudar a situação global. “Isso é uma falsificação. Porque a única possibilidade, e ela já está atrasada, envolve mudança na superestrutura que é capitalista e que não para.”
Mais sobre Krenak:
Na Assembleia Constituinte de 1987, ele pintava o rosto com tinta de jenipapo enquanto discursava de terno e gravata:  "Os senhores não poderão ficar omissos. Os senhores não terão como ficar alheios a mais essa agressão movida pelo poder econômico, pela ganância, pela ignorância do que significa ser um povo indígena. O povo indígena tem um jeito de pensar, um jeito de viver, condições fundamentais pra sua existência e pra manifestação de sua tradição da sua vida, da sua cultura,  que não coloca em risco e nunca colocaram a existência sequer dos animais que vivem ao redor das áreas indígenas, quanto mais de outros seres humanos. E hoje nós somos alvo de uma agressão que pretende atingir na essência da nossa fé, da nossa confiança de que ainda existe dignidade, de que ainda é possível construir uma sociedade que sabe respeitar os mais fracos, que sabe respeitar aqueles que não tem o dinheiro pra manter uma campanha incessante de difamação. Um povo que habita casas cobertas de palha, que dorme em esteiras no chão, não deve ser identificado de jeito nenhum como um povo que é inimigo dos interesses do Brasil, inimigo dos interesses da nação, e que coloca em risco qualquer desenvolvimento (https://youtu.be/kWMHiwdbM_Q).

Saiba mais:
Ailton Krenak discurso na Assembleia Constituinte de 1987 (Índio Cidadão? - o filme): https://youtu.be/kWMHiwdbM_Q  
Ideias Para Adiar o Fim do Mundo (Cia das Letras | R$ 25): http://bit.ly/2ujuRkm
”‘Vida sustentável é vaidade pessoal’, diz Ailton Krenak - Correio 24h: https://glo.bo/2v45nr8


O relatório Impacto Ambiental da Alimentação mostra as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) na cadeia de produção de diferentes alimentos. Olha só o contraste:
1kg carne de boi ⇪ 60kg de GEE;
1kg de cordeiro ⇪ 20kg de GEE;
1kg de aves/suínos ⇪...

O relatório Impacto Ambiental da Alimentação mostra as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) na cadeia de produção de diferentes alimentos. Olha só o contraste:
1kg carne de boi ⇪ 60kg de GEE;
1kg de cordeiro ⇪ 20kg de GEE;
1kg de aves/suínos ⇪ 7kg de GEE;
Já os alimentos de origem vegetal emitem bem menos carbono e metano. Em média, 1kg de comida para 1kg de emissão de GEE. Cuidar da saúde do planeta é também cuidar da nossa saúde. <3

Saiba mais:
“You want to reduce the carbon footprint of your food? Focus on what you eat, not whether your food is local” - Our World in Data, 24/01/2020: http://bit.ly/2uYlXsA  
“Pesquisa aponta que pegada de carbono da carne bovina é reduzida quando não há desmatamento” - Instituto Claro Embratel/Cidadania: http://bit.ly/2toU4t8

baseado em gráfico de Hannah Ritchie CC-BY




[DNA Nativo] Novo estudo publicado na revista científica norte americana PNAS analisa o genoma indígena e traz à tona duas hipóteses de dinâmica das populações nativas ancestrais do Brasil. “Os dados mostram evidências de (1) uma migração direta da...

[DNA Nativo] Novo estudo publicado na revista científica norte americana PNAS analisa o genoma indígena e traz à tona duas hipóteses de dinâmica das populações nativas ancestrais do Brasil. “Os dados mostram evidências de (1) uma migração direta da Amazônia para a costa nordeste no período pré-colombiano, dando origem às populações costeiras Tupi, e (2) uma única migração distinta para o sul, que originou o povo guarani do Brasil e Paraguai”. Trabalharam na pesquisa geneticistas da USP, da UFRGS e da Espanha, que concluíram que os tupiniquins capixabas têm uma linhagem genética única ainda hoje. O grupo Guarani, que se espalhou pelo interior da América do Sul, traz uma contribuição genética dos indígenas da América Central.

Saiba mais:
“Genomic insight into the origins and dispersal of the Brazilian coastal natives”, PNAS, 13/01/2020: http://bit.ly/2OakeqV
“A partir do DNA, cientistas mapeiam 2.000 anos de rotas migratórias dos índios no Brasil” - Folha de S. Paulo, 13/01/2020: http://bit.ly/2OaGhO3

Veja também, porque é muito bom!
“Trilhas Indígenas” - Eduardo Bueno, canal Buenas Ideias: https://youtu.be/L6zr-i3KLgM
“Índios do Sul”- Eduardo Bueno, canal Buenas Ideias: https://youtu.be/3eRYXtiXOR0
“O Caminho do Peabiru” - Eduardo Bueno, canal Buenas Ideias: https://youtu.be/adQ4jgAh4nw


[FRAGMENTAÇÃO] Qual o problema de passar uma estrada no meio de um Parque Nacional, de abrir diversos ramais, de separar unidades ambientais em pedaços? Na borda e mais uns 30m para dentro, o efeito do desmatamento, da elevação de temperatura e luz,...

[FRAGMENTAÇÃO] Qual o problema de passar uma estrada no meio de um Parque Nacional, de abrir diversos ramais, de separar unidades ambientais em pedaços? Na borda e mais uns 30m para dentro, o efeito do desmatamento, da elevação de temperatura e luz, da degradação do solo e do stress hídrico pressionam toda riqueza de espécies para o centro. Os problemas ambientais refletem na perda de diversidade biológica e na dificuldade de sobrevivência e reprodução das populações (ou indivíduos) que ocupam pedaços cada vez menores dessa colcha de retalhos. Inicialmente, cada mancha de habitat favorável pode ter uma população local. Com o tempo, as populações locais poderão ficar muito pequenas ou mesmo desaparecer. “Além da redução do tamanho de habitat, o desmatamento e a fragmentação de unidades ambientais levam à modificação do habitat remanescente devido à influência dos habitats alterados ao seu redor”. O livro “Fragmentação de Ecossistemas: Causas, Efeitos Sobre a Biodiversidade e Recomendações de Políticas Públicas”,   reúne estudos de 130 autores para falar dos graves efeitos negativos da fragmentação dos ecossistemas brasileiros. “Os fragmentos são afetados por problemas direta e indiretamente relacionados à fragmentação, tal como seu grau de isolamento; o tamanho e a forma do fragmento; o tipo de matriz circundante e o efeito de borda”. O impacto foi medido a partir do que foi observado e aprendido na prática sobre fragmentos de diferentes tamanhos em quinze projetos realizados entre 1998 e 2002 nos biomas brasileiros com a participação de 315 pesquisadores, resultando em 71 artigos publicados em revistas científicas.

Baixe o livro grátis aqui:
http://bit.ly/2W8E0bz


O PARNA Serra do Divisor é uma das unidades de conservação com mais biodiversidade do mundo. A área de proteção pré-andina fica na fronteira com o Peru e tem 837 mil hectares. Por apresentar a transição entre a fauna e flora dos Andes e da Amazônia,...

O PARNA Serra do Divisor é uma das unidades de conservação com mais biodiversidade do mundo.  A área de proteção pré-andina fica na fronteira com o Peru e tem 837 mil hectares. Por apresentar a transição entre a fauna e flora dos Andes e da Amazônia, o cientista Carlos Peres da Universidade de East Anglia (Reino Unido) diz que é um “absurdo para qualquer país jogar fora o seu parque mais biodiverso”. A região é um divisor de águas das bacias hidrográficas do Rio Ucayalli e do Rio Juruá. Claudio Maretti, ex-presidente do ICMBio, compartilha da indignação. O governo quer destruir uma área de proteção integral para construir uma estrada. Mesmo sem estudo de viabilidade técnica, já estão derrubando quilómetros de floresta densa.    

Saiba mais:
“Projeto de lei propõe extinção de parque nacional no Acre” - Folha de S. Paulo, 25/01/2020: http://bit.ly/2U1AyxD
“Governo dá os primeiros passos no acesso do Acre ao Peru” - Agencia de Notícias do Acre, 15/11/2019: http://bit.ly/36tgoiJ


Áreas verdes com biodiversidade funcionam, também, como emboscadas ecológicas para mosquitos em áreas urbanas. Lá, os predadores naturais como sapos, aranhas, libélulas, pássaros insetívoros e peixes atuam no controle biológico de insetos e larvas....

Áreas verdes com biodiversidade funcionam, também, como emboscadas ecológicas para mosquitos em áreas urbanas. Lá, os predadores naturais como sapos, aranhas, libélulas, pássaros insetívoros e peixes atuam no controle biológico de insetos e larvas. Mosquitos são seduzidos pela água de lagos desses parques para botar seus ovinhos. No entanto, quando os ovos eclodem e as larvas começam a circular, os peixes atacam. As larvas que conseguem virar mosquitos também duram pouco, pois entram no banquete dos sapos e outros bichos. Xô fumacê, a natureza, em harmonia, dá conta do recado. <3

Saiba mais:
“A cidade pernambucana que controlou o Aedes aegypti com peixinhos” - BBC: https://goo.gl/wYF3fk

“Na Pompeia, sapos e peixes combatem pernilongos e trazem sossego a moradores” - Estadão: https://goo.gl/YegFrh

http://bit.ly/39eWV7f


Será que a ‘Grande Muralha Verde’ vai conseguir conter a desertificação na China? O Deserto de Gobi cresce a cada ano 3000km2. Centenas de vilarejos já foram abandonados e o número de comunidades atingidas cresce a cada ano. Refugiados do clima...

Será que a ‘Grande Muralha Verde’ vai conseguir conter a desertificação na China? O Deserto de Gobi cresce a cada ano 3000km2. Centenas de vilarejos já foram abandonados e o número de comunidades atingidas cresce a cada ano. Refugiados do clima deixam para trás vilas cobertas por areia, sem água e sem condições para plantar. Tempestades de areia movidas pelo vento são cada vez mais intensas e frequentes, chegando a Pequim e outras grandes cidades.   Atualmente, 27,4% da China está desertificada, o que já afeta cerca de 400 milhões de pessoas (quase duas vezes a população do Brasil). A expansão do deserto chinês tem causas: \
(1) desmatamento;
(2) pecuária na fronteira;
(3) mau uso da água;
(4) crise do clima.
No Brasil, cientistas alertam que o avanço descontrolado do desmatamento pode levar à desertificação também. Antonio Nobre lembra: “Seguimos destruindo o coração do mundo, que produz todos os serviços para o clima, inclusive para a agricultura. Na hora que o sistema amazônico começar a falir, e já está começando, o primeiro impacto desabará justamente sobre o agronegócio, porque não há produção agrícola sem chuva e só a floresta preservada traz a chuva. Não se trata de proteger a floresta apenas para deleite dos ambientalistas. A floresta viva é essencial para sobrevivência da civilização humana”.

Saiba mais:
Mapas e fotos: “Living in China’s Expanding Deserts” - New York Times, 2016: https://nyti.ms/2TMujxK
“China’s 'Great Green Wall’ Fights Expanding Desert” - National Geographic, 2017: https://on.natgeo.com/2RkL9lu
“Can the 'Great Green Wall’ stop desertification in China?”  - France 24, 2018: http://bit.ly/2tHkwOR
“Antonio Donato Nobre: “A floresta está perdendo capacidade de sequestrar carbono porque está doente” - Amazônia, 17/12/2019: http://bit.ly/2um252a


 
 
O tapete verde rugoso formado por todas as copas de árvores juntas têm um “efeito dosador, distribuidor e dissipador da energia dos ventos”. Como a condensação da transpiração de todas as árvores juntas é espacialmente uniforme, as grandes florestas...

O tapete verde rugoso formado por todas as copas de árvores juntas têm um “efeito dosador, distribuidor e dissipador da energia dos ventos”. Como a condensação da transpiração de todas as árvores juntas é espacialmente uniforme, as grandes florestas também impedem a concentração de energia dos ventos em vórtices destrutivos. Para completar a mágica, as florestas sugam a umidade do oceano para dentro do continente por terem uma pressão mais baixa, levando chuvas amigas através de rios voadores continente adentro e, ao mesmo tempo, impedindo a formação de tempestades oceânicas e eventos climáticos extremos. Saiba mais sobre esses e outros segredos da floresta e ajude a disseminar informação ambiental. O pesquisador Antonio Nobre do INPE explica de maneira gostosa de ler como a Amazônia em pé ajuda a suavizar a violência atmosférica e é fundamental para regular o clima. <3

Saiba mais:
O Futuro Climático da Amazônia - Relatório de Avaliação Científica: Antonio Donato Nobre, INPE: https://bit.ly/2C16IPi


Além de ações individuais e mudanças de hábitos pessoais, precisamos cobrar por uma mudança mais profunda da forma como as coisas são feitas. Somos 210 milhões de brasileiros e 8 bilhões de pessoas no mundo que sofrem com a destruição ambiental e...

Além de ações individuais e mudanças de hábitos pessoais, precisamos cobrar por uma mudança mais profunda da forma como as coisas são feitas. Somos 210 milhões de brasileiros e 8 bilhões de pessoas no mundo que sofrem com a destruição ambiental e relação predatória de exploração de recursos naturais e produção de lixo. Para Michael Mann, diretor do Centro de Ciência dos Sistemas da Terra da Universidade de Pensilvania, “também devemos estar cientes de como as forças de negação estão explorando o movimento de mudança de estilo de vida tirando a pressão das tentativas de regular a indústria de combustíveis fósseis. Essa abordagem é uma forma mais suave de negação e, sob muitos aspectos, é mais perniciosa por promover inação coletiva na cobrança por mudanças profundas.” Precisamos juntos cobrar ações e mudanças da indústria de petróleo, de mineração e de agrotóxicos, que compram laudos técnicos, que compram políticos e governos para continuar a destruição de florestas, poluição de rios, envenenamento do solo e guerras. No século passado, não tínhamos que lidar com as ameaças das mudanças climáticas. Hoje, isso é um problema real e global, é tema de Davos que tem na agenda debate pela substituição acelerada do petróleo por alternativas já disponíveis, com interrupção de todos os investimentos em exploração e extração de combustíveis fósseis, além de encerrar subsídios. No Brasil, precisamos ecoar a conscientização ambiental, acompanhar e exigir políticas para proteger mananciais e florestas, com o endurecimento da fiscalização dos órgãos responsáveis pela proteção. Cobrar é parte de todos. Dos 210 milhões de brasileiros e também dos 206 bilionários que fazem e acontecem sem punição. Donos de bancos e de capital especulativo, presidentes de mineradoras, de companhias de bebidas, de agrotóxicos também precisam se posicionar pelo meio ambiente de maneira responsável e ética. Ou por consciência ou por impiedosa cobrança de todos nós.


Bioturbação: o processo de atuação da fauna no solo. Minhocas, caramujos, caracóis, caranguejos, centopéias, grilos, formigas, cupins… Eis a vida que movimenta os componentes do solo, aumentando sua porosidade, construindo túneis, caminhos para...

Bioturbação: o processo de atuação da fauna no solo. Minhocas, caramujos, caracóis, caranguejos, centopéias, grilos, formigas, cupins… Eis a vida que movimenta os componentes do solo, aumentando sua porosidade, construindo túneis, caminhos para locomoção e alimentação, revolvendo, redistribuindo materiais. No subsolo, fungos e bactérias atuam na decomposição da matéria orgânica e ciclagem de nutrientes. E sobre o solo, sapos e rãs, cameleões, aranhas, tatus, tamanduás e outros insetívoros fazem o controle biológico de formigas, larvas, cupins e outros insetos para que o sistema esteja em equilíbrio. Moral da história: bioturbação é vida. Um pedaço de terra compactado é um pedaço de solo sem vida.

Saiba mais:
Bioturbação: Cleverton Rubik, Prezi: https://bit.ly/2MlOLPj
“Classificação das bioturbações figurativas”, USP: https://bit.ly/2voLlFj

http://bit.ly/37drGsQ

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