Interdependência é a palavra. Na floresta, todas as espécies são dependentes umas das outras de certa maneira. Se uma espécie some, seu desaparecimento enfraquece outra espécie que depende dela e assim por diante.  

Para nascer um pé de castanha-do-pará, uma árvore nativa da Amazônia, é necessário que um animal como a cotia, que tem habilidades para roer aquela dura cabaça com as nozes dentro, abra essa casca e disperse as sementes em toda a floresta, enterrando-as longe da árvore-mãe. Essas sementes vão germinar para formar a próxima geração de árvores. Depois, para polinizar as flores amarelas na época da floração, as grande abelhas amazônicas entram em ação… e a rede continua!  

INTERDEPENDÊNCIA BIOLÓGICA
Espécies que dependem de outras espécies para polinização e dispersão de sementes; a relação presa-predador; as relações simbióticas.

Assim, quando se pensa em um plano de manejo para unidades de reservas extrativistas, é importante a defesa de projetos de desenvolvimento territorial integrado e sustentável.

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A Amazônia é o berço mundial de abelhas sem ferrão (meliponíneos) e coloca o Brasil no ranking de maiores produtores de mel.  Além da geração de renda com mel, cera e própolis, as abelhas prestam serviços ambientais essenciais na polinização de plantas nativas e cultivadas. Visitam todas as flores, como de açaizeiros, de urucum, de jambo, de coco, de abacate, de laranja, de pupunha, de taperebá, de buriti, de banana, de bacaba, de mamão, de maracujá, de jamelão, de murici, de herbáceas de várzeas, de plantas marginais de igapós, de pimentas, de ruderais em áreas de roçado… Desde cedo, da floresta alta até a várzea, dos igapós até os roçados, elas estão lá trabalhando. “Faz zunzum pra eu ver, faz zunzum pra mim…”

Saiba mais sobre meliponíneos neste “Guia Ilustrado das Abelhas Sem-Ferrão”: http://goo.gl/IatKhu

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